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Polícia diz que mulher presa na Operação Malum tem ligação com PCC

Todos os presos são acusados de participarem de organizações criminosas que praticava crimes de tráfico, corrupção ativa, passiva e associação criminosa na região norte do Piauí.

BÁRBARA RODRIGUES E THAIS GUIMARÃES

- atualizado

Polícia Civil realiza coletiva sobre a Operação Malum

Os delegados Riedel Batista, Menandro Pedro, Willame Moraes e Ewerton Férrer realizaram na manhã desta terça-feira (5), uma entrevista coletiva para tratar sobre a “Operação Malum” que prendeu oito pessoas, entre elas, um agente da Polícia Civil de Barras e um agente administrativo da Prefeitura de Barras. Todos os presos são acusados de participar de uma organização criminosa que praticava crimes de tráfico, corrupção ativa, passiva e associação criminosa na região norte do Piauí.

As prisões foram realizadas nas cidades de Barras e Piripiri. Das oito pessoas presas, foram quatro na cidade de Barras, entre eles o policial identificado como César e o agente administrativo Francisco Júnior, além dos irmãos Mardônio Silva de Paula e Naysa Silva de Paula.

Já em Piripiri, como Joscivania de Meneses Silva e Jocielton de Meneses Silva, ambos irmãos. Os dois indivíduos foram presos por liderar o tráfico de drogas naquela cidade. No caso de Joscivania, as investigações levantaram que ela faria parte da organização criminosa PCC. Também foram presas duas pessoas em flagrantes que não tiveram os nomes revelados.

Investigação

“Iniciamos essa investigação a pedido do Ministério Público, porque há dois anos tivemos um assassinato na cidade de Barras, onde um advogado foi morto e essa arma desapareceu dentro da delegacia. Em razão desse fato que começou a investigação e em parceria com vários órgãos, conseguimos identificar várias células, com servidores públicos e traficantes, além de muitos traficantes concentrados em uma localidade como Barras e Piripiri”, explicou o coordenador do Greco, o delegado Willame Moraes.

Willame explicou se tratou de “uma operação onde vários órgãos da segurança pública trabalhavam de forma integrada. Em Barras, onde estava o Greco, foram nove mandados de busca, um na capital e o resto em Barras. Também haviam quatro mandados de prisão preventiva, desses, dois eram para um policial civil e um servidor público que estava cedido à delegacia da polícia civil de Barras. Já em Piripiri tivemos o apoio do GPI, com dois mandados de prisão e um de busca. Como o pessoal de Piripiri se interligava com o de Barras, essa operação foi feita conjunta. Foi uma ação bastante grande, com exceto da delegacia de Parnaíba, todas as outras localizadas no norte do estado participaram”, explicou.

PCC em Piripiri

Joscivania de Meneses Silva e Jocielton de Meneses Silva foram presos em uma chácara em Piripiri, onde foram aprendidos um carro, duas motocicletas e R$ 3 mil em dinheiro. Eles estão sendo acusados por tráfico de drogas e a polícia apura se os acusados também realizavam assaltos.

A mulher era quem chefiava o grupo responsável pelo tráfico de drogas na região e ao ser presa, ela alegou fazer parte do PCC. “Outras pessoas da região estão sendo investigadas e poderão ser presas, não tenha nenhuma dúvida. O que fizemos foi antecipar uma prisão importante porque ela estava agindo direto naquela região, pois ela é de alta periculosidade. Ela diz que faz parte do PCC, que foi batizada por esse grupo, mas isso é o que ela diz. Já o irmão vendia a droga para ela. Hoje ela perdeu o carro, motos, dinheiro, além de ouro. Ela morava em uma chácara grande e lá tinha um padrão de classe média”, disse o delegado Menandro Pedro.

Servidor e policial

Em Barras foi preso um agente administrativo, servidor público da Prefeitura de Barras, que foi cedido para trabalhar na Delegacia de Polícia Civil do município. Ele foi identificado apenas como Francisco Júnior. Outra prisão importante foi do policial civil identificado como César.

Após o assassinato de um advogado, onde a arma sumiu na delegacia, a polícia iniciou a investigação e descobriu essa organização criminosa. Nesse caso, esse o agente administrativo é o suspeito pelo sumiço da arma. “O policial é acusado de corrupção passiva, pois aceitava propina para divulgar informações para traficantes da região. O servidor público municipal é acusado de corrupção passiva, apropriação indébita e praticava crime de peculato. Ele também passava informações privilegiadas para traficantes daquela região e subtraia objetos públicos”, revelou o delegado Willame Moraes ao GP1.

A operação contou com apoio de mais de 150 policiais civis do Greco, Depre, Corregedoria de Polícia Civil, Diretoria de Inteligência da Secretária de Segurança Pública, Gerência de Polícia do Interior, Delegacias de José de Freitas, Altos, Piripiri, Piracuruca, Pedro II, Campo Maior, Castelo do Piauí, Barras, Batalha, Esperantina, Luzilândia e 8º DP, além da Copaer e Canil da Polícia Militar do Piauí.


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