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Polícia Federal prende presidente do Comitê Olímpico do Brasil

Carlos Arthur Nuzman foi preso em sua residência, no Rio de Janeiro. Seu braço direito, Leonardo Gryner, também foi preso.

THAIS GUIMARÃES

- atualizado

A Polícia Federal prendeu, nas primeiras horas dessa quinta-feira (05) na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o presidente do Comitê Olímpico do Brasil e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman e seu homem de confiança, Leonardo Gryner, diretor geral do Comitê Rio 2016. A prisão de ambos é temporária, de cinco dias. Nuzman foi preso em sua residência no bairro Leblon e Gryner no bairro Laranjeiras.

Nuzman é apontado como o principal responsável por pagar propina a dois membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) no processo que elegeu o Rio de Janeiro como sede dos jogos Olímpicos de 2016. De acordo com o UOL, os investigadores da PF, do Ministério Público Federal e da Receita Federal, com apoio de autoridades da França, indicam que que Nuzman foi o elo entre o pagamento da propina de 2 milhões de dólares para Papa Massata Diack, por meio do empresário Arthur Soares, que está foragido.

  • Foto: Fábio Motta/Estadão ConteúdoO presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, é conduzido por policiais O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, é conduzido por policiais

Ao ser preso, o presidente do COB entregou passaportes aos policiais federais, dentre eles, um diplomático e um russo. Segundo as investigações, ele teria vendido seu voto em favor da candidatura da cidade russa Sochi para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em troca de um passaporte russo.

Carlos Arthur Nuzman chegou a ser conduzido à sede da PF para prestar depoimento na operação Unfair Play, mas preferiu não se pronunciar.

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