Polícia

Polícia Federal procura ciganos envolvidos em assalto no Piauí

A operação foi deflagrada para cumprir dois mandados de prisão preventiva, sete de condução coercitiva e três mandados de busca e apreensão.

BÁRBARA RODRIGUES E THAIS SOUZA

- atualizado

A Polícia Federal no Piauí (PF-PI) realizou na manhã desta terça-feira (16) uma entrevista coletiva para tratar sobre a “Operação Nômade” realizada na cidade de Timon, com o objetivo de desarticular uma quadrilha acusada de realizar assalto a uma agência dos Correios na cidade de Pimenteiras, no Piauí, em agosto de 2016. Nesse assalto o grupo levou R$ 160 mil e dois ciganos estão foragidos.

A operação foi deflagrada para cumprir dois mandados de prisão preventiva, sete de condução coercitiva e três mandados de busca e apreensão. A delegada Larissa Magalhães informou que os dois mandados de prisão não foram cumpridos e os suspeitos estão foragidos. Nessa terça-feira foram conduzidas coercitivamente apenas cinco pessoas, quatro homens e uma mulher. Todos os acusados moram na cidade de Timon.

  • Foto: Thais Souza/ GP1Delegada Larissa MagalhãesDelegada Larissa Magalhães

Os dois foragidos são ciganos e não tiveram os nomes divulgados. A Polícia Federal trabalha para localizá-los. “A gente tinha informação de que essas pessoas estariam em Timon, então por meio de investigações, diligências e filmagens chegamos até esse grupo criminoso. Alguns estão totalmente identificados, outros foram trazidos para depoimentos para checarmos se estão ou não envolvido nesses roubos. As diligências não encerraram ainda. Não chegamos aos resultados que esperávamos, de 100%, pois algumas prisões estão pendentes, mas alguns depoimentos foram bastantes elucidativos, e apontaram para algumas pessoas que tínhamos como certos nesse roubo. A operação foi proveitosa e com a prisão dos que faltam vamos tirar pessoas que realizam crimes no Piauí e no Maranhão. Um deles já tinha sido preso e foi solto em abril desse ano. Temos certeza que vamos prender ele novamente”, afirmou a delegada.

Larissa Magalhães explicou que os cinco que foram conduzidos coercitivamente prestaram depoimentos e já foram liberados, pois não há provas da participação deles no assalto. “Foram conduzidos coercitivamente porque tínhamos imagens de alguns deles com o alvo principal do grupo criminoso, inclusive comprando o carro usado no assalto, então eles foram conduzidos para explicar e eles trouxeram informações que vamos continuar apurando”, destacou.

O delegado regional Albert Moura explicou que os envolvidos se aproveitam da vida nômade dos ciganos para a realização de crimes. “O que eles fazem é se infiltrar naquela comunidade, e pegam essa característica de mudar de endereço. Um dos objetivos dessa operação é descobrir, através dos depoimentos, se esse grupo criminoso atuou de outra forma aqui no Piauí. As investigações continuam”, destacou.

  • Foto: Thais Souza/ GP1Delegada Larissa Magalhães e delegado Albert MouraDelegada Larissa Magalhães e delegado Albert Moura

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