Piauí - Teresina

Policiais Civis prometem fechar Central de Flagrantes de Teresina

De acordo com o sindicato, será realizado um ato de protesto nesta quinta-feira (14) por conta dos 60 presos que estão sendo mantidos na unidade, que tem capacidade apenas para 14.

LUCAS MARREIROS

- atualizado

O Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) informou, no final da tarde desta quarta-feira (13), que vai fechar a Central de Flagrantes de Teresina por conta da superlotação. De acordo com o sindicato, será realizado um ato de protesto nesta quinta-feira (14) por conta dos 60 presos que estão sendo mantidos na unidade, que tem capacidade apenas para 14.

  • Foto: Divulgação/SinpolpiPoliciais Civis prometem fechar Central de Flagrantes de TeresinaPoliciais Civis prometem fechar Central de Flagrantes de Teresina

O presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, explica que a greve dos agentes penitenciários acabou agravando a situação na Central de Flagrantes. "Vamos fechar a Central porque não é possível receber mais nenhum flagrante, são 60 homens em cárcere espalhados por corredores e amontoados em celas, além do ambiente está totalmente insalubre para a prestação de serviço por parte dos policiais", explicou.

O sindicato denuncia ainda que, devido ao grande número de ocorrências, as audiências de custódia não estão sendo realizadas no fórum criminal e que, por conta disso, os presos estão sendo transferidos para unidades prisionais, como a Casa de Custódia.

Segundo o Sinpolpi, alguns dos detidos na Central de Flagrantes estão há mais de 50 dias no local e que por isso, a partir desta quinta (14), agentes, escrivães e delegados serão orientados a não receberam mais nenhum flagrante, barrando qualquer tipo de registros de ocorrências.

  • Foto: Divulgação/SinpolpiCentral de Flagrantes tem capacidade para 14 presos e está com 60Central de Flagrantes tem capacidade para 14 presos e está com 60

Uma das possíveis soluções para o problema da superlotação na Central de Flagrantes seria a transferência para alguma das unidades prisionais do estado, como a Casa de Custódia. No entanto, o Sinpoljuspi se manifestou sobre essa possibilidade, afirmando que todas as unidades enfrentam o mesmo problema de abrigar presos além da capacidade.

Outro lado

O GP1 tentou entrar em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), mas não obteve resposta até a publicação desta matéria, mas continua aberto para quaisquer esclarecimentos.


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