PI - Teresina

Programa Ressocializar Para Não Prender é destaque no Piauí

Para o Presidente Erivan Lopes, o programa, que é desenvolvido na Central de Inquéritos por meio da Audiência de Custódia, está criando uma nova história na Justiça Criminal do Piauí.

- atualizado

Choro, emoção e um sentimento de vitória, realização 24 horas. Para um grupo de oito acolhidos da Fazenda da Paz, o domingo (24/09) jamais será esquecido, pois a data marca o fim de um processo de ressocialização na comunidade terapêutica e o início de uma nova vida. Agora, formados como cidadãos para a vida, são recebidos de volta por suas famílias e pela sociedade.

E foi para acompanhar este momento especial que o Presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, Desembargador Erivan Lopes, o juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Luiz de Moura e demais assessores, além do Secretário de Administração do Estado, Franzé Silva, estiveram na Fazenda da Paz, presenciando na prática o resultado do Programa Ressocializar Para Não Prender, que oportuniza às pessoas que cometem crimes relacionados às drogas, mas que de menor potencial ofensivo, uma oportunidade de se ressocializarem.

Para o Presidente Erivan Lopes, o programa, que é desenvolvido na Central de Inquéritos por meio da Audiência de Custódia, está criando uma nova história na Justiça Criminal do Piauí. Pontua o Desembargador que a Justiça Criminal terá um antes e um depois destas ações e reforça a importância da parceria com a Fazenda da Paz.

“Eu tive uma surpresa muito positiva quando cheguei aqui. Conhecia a Fazenda da Paz somente por ouvir falar, mas aqui vejo que se tem uma família. Não tinha dimensão do trabalho e da estrutura. Parabenizo a todos que se dedicam a este trabalho e ressalto a importância desta comunidade terapêutica no processo de humanização da Justiça Criminal. Já ficou provado que prender não ressocializa e o programa Ressocializar para Não Prender vem quebrar este ciclo vicioso de prender e soltar, oportunizando a quem decide entrar para o tratamento ter uma nova vida. Parabenizo o trabalho do Dr. Luís de Moura e sua equipe, que estão devolvendo às famílias seus filhos. Hoje a semente que estamos plantando vai crescer e gerar frutos. Estas pessoas que saem daqui graduados e com os certificados serão trabalhadores, chefes de famílias e serão exemplos para a sociedade que é possível errar e se recuperar. De modo especial digo a cada um aqui que não desperdicem esta nova chance na vida”, disse o Presidente Erivan Lopes.

Ao comentar sobre o momento, o Coordenador da Fazenda da Paz, Célio Barbosa, destacou a importância da parceria com o Tribunal de Justiça. “O projeto oportunidade a pessoa corrigir seus erros e aqui nós damos esta oportunidade. Nós colocamos toda a nossa estrutura para receber as pessoas enviadas pelo Tribunal e aqui eles aprenderão a como solucionar seu problema com a dependência química. Durante um ano ele fica conosco e aprende a como superar estes desafios, para em seguida se formar, receber o certificado e retornar ao convívio em sociedade. Daqui, ele sai pronto para reconstruir sua vida e é muito importante que a sociedade o acolha”, frisou Célio Barbosa.

O acolhido, Crisando Carneiro, passou pela Audiência de Custódia e decidiu entrar no programa Ressocializar Para Não Prender. Para ele, uma chance de voltar à sociedade livre das drogas. “Minha vida começou mudar. Saí das drogas e estou limpo e sóbrio. Meus pais estão vindo me visitar e estão gostando. As drogas estavam me acabando e aqui estou tendo outra experiência de vida. Quando sair, vou fazer algo diferente na sociedade”, disse Crisando.

NOVIDADE

A Fazenda da Paz tem 23 anos de existência e hoje conta com 250 acolhidos. E vem novidade. Dia 8 de outubro estará inaugurando um local específico para atender mulheres, a Casa Maria Madalena, que atenderá, inicialmente, 20 acolhidas.

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