Piauí - Teresina

Quadrilha que aplicou R$ 1 milhão em golpes é presa em Teresina

Os criminosos estavam solicitando empréstimo em nome de outra pessoa em uma financeira.

LUCAS MARREIROS

- atualizado

Três pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema que faturou mais de R$ 1 milhão em golpes foram presas pela Polícia Civil na tarde de terça-feira (06). O 1º Distrito Policial, responsável pela investigação, recebeu a denúncia de uma instituição financeira durante uma tentativa de estelionato.

Segundo o chefe de investigação, a quadrilha obtinha informações de pessoas aposentadas ou que recebiam benefício da previdência diretamente do INSS e com isso falsificavam os documentos necessários para realizar empréstimos. "Estima-se que eles deram um prejuízo de mais de 1 milhão de reais aplicando esses golpes. Ainda não sabemos o número total de pessoas prejudicadas por eles, mas foram muitas", afirmou Nonato Martins, chefe de investigação do 1º DP.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Chefe de investigação do 1º DP, Nonato Martin Chefe de investigação do 1º DP, Nonato Martin

Foram presos Antônio Francisco Alves Pereira, de 52 anos, Sheila Maria Freitas de Macedo, de 41 anos, e Amanda Priscila Rodrigues, de 36 anos. Com eles foram apreendidos vários documentos falsificados. "Eles estavam portando pelo menos 10 identidades falsas, 2 ou 3 para cada um deles, além de título de eleitor e carteira de trabalho falsas", informou Nonato Martins.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Documentos falsos e celulares apreendidos  Documentos falsos e celulares apreendidos

O trio foi preso dentro de uma financeira enquanto tentava solicitar um empréstimo em nome de outra pessoa. “O proprietário da empresa veio aqui na delegacia informar sobre a movimentação deles e aí nós começamos a acompanhá-los. Quando foi ontem, eles começaram a fazer o desfalque de 12 mil, 10 mil e achando fácil, foram fazer um de 20 mil e nesse empréstimo pegamos eles em flagrante”, explicou Nonato Martins.

O chefe de investigações do 1º DP informou ainda que outros integrantes da quadrilha ainda estão em liberdade e que por isso será dada continuidade as investigações. “Eles devem ter algum acesso ao INSS para conseguir isso, ainda vamos investigar. Também queremos investigar a origem desses documentos que eles estavam utilizando”, pontuou Nonato Martins.

Os suspeitos foram conduzidos para a Central de Flagrantes para os procedimentos legais. A pena prevista para o crime de estelionato é de 1 a 5 anos de reclusão e multa.