Piauí - Teresina

Rodoviários podem parar atividades devido a assaltos em Teresina

As paralisações serão decididas em assembleias que acontecem já no início de setembro.

RAFAEL GALVÃO

- atualizado

O crescente número de assaltos registrados nos últimos dias nos ônibus coletivos da cidade de Teresina assusta usuários, motoristas e cobradores. Por isso, no mês de setembro, pode haver manifestações e paralisações por parte dos rodoviários.

Em entrevista ao GP1, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário (Sintetro), Fernando Feijão, disse que a possibilidade de manifestações e paralisações não estão descartadas. “Os passageiros estão com medo andar de ônibus, a insegurança é muito grande. Já tivemos casos de cobradores e motoristas que sofreram violência nas mãos dos criminosos, coronhadas e até mesmo cortes por facas já aconteceram”, contou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Cobradores de motoristas de ônibus também aderiram à greve na CapitalCobradores de motoristas de ônibus

Fernando Feijão falou ainda sobre a promessa de implantação do botão do pânico. “Na verdade temos duas pautas principais, uma é a instalação do botão do pânico, que até agora não passou de promessa, e a outra é que o cobrador tem que restituir o valor do roubo para a empresa, sob ameaça de ser demitido”, explicou o presidente do sindicato.

De acordo com o sindicato, o número de ocorrências de assaltos dentro de veículos aumentou no mês de agosto, onde foi contabilizado um total de 12 ocorrências dentro dos veículos. Feijão revelou os horários mais comuns de assaltos nos coletivos. “Geralmente os roubos acontecem entre meio-dia e uma da tarde e entre 19h e 20h”, relatou.

O presidente do sindicato disse ainda que a polícia vem fazendo um bom trabalho. “Nós entendemos que a polícia vem fazendo a parte dela na medida do possível, mas vemos que o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) está meio que inerte a esse problema”, concluiu Fernando Feijão.

As paralisações serão decididas em assembleias que acontecem já no início de setembro, caso sejam votadas, elas devem acontecer com redução de 70% da frota em algumas horas na parte da manhã. Caso o problema persistir, a diminuição de ônibus nas ruas deve acontecer ao longo do dia.

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