Política

Senado adia calendário da reforma trabalhista após pressão

A leitura da proposta de reforma trabalhista estava prevista para esta quinta-feira (08) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e foi adiada para terça-feira (13).

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

O calendário de tramitação da reforma trabalhista no Senado será atrasado em pelo menos uma semana depois da pressão feita por parte dos senadores da oposição. A leitura da proposta de reforma trabalhista estava prevista para esta quinta-feira (08), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e foi adiada para terça-feira (13).

Um acordo foi feito depois de um bate-boca que aconteceu antes da abertura da sessão, e prevê que o texto será colocado em votação apenas na terça seguinte, dia 20, na comissão.

Com essas mudanças, o novo calendário indica que o texto ficaria pronto para ir ao plenário em 28 de junho, no mesmo dia previsto para acontecer a votação do parecer na última comissão de tramitação da matéria no Senado, a de Constituição e Justiça (CCJ).

  • Foto: Andressa Anholete/Estadão ConteúdoPlenário do SenadoPlenário do Senado

De acordo com a Veja, o calendário mencionado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), cita que, após votação na CAS, a reforma trabalhista irá para a CCJ em 21 de junho, quando o próprio senador Jucá – relator do tema no colegiado – deverá apresentar o parecer aos demais membros da comissão, com votação nesta comissão no dia 28 pela manhã.

“A reforma trabalhista, então, ficará pronta para ser votada no plenário no dia 28/06, portanto, com previsão de aprovação até o final do mês”, disse Jucá, pelo Twitter.

Porém, nessa quarta-feira (07), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), admitiu a possibilidade de o texto sair da CAS diretamente para o plenário, onde sua constitucionalidade seria analisada.