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04/06/2009 - 17h01
HOMENAGEM

Senador Mão Santa: "Patativa é um poeta pai-d'égua"

Mão Santa lembrou que piauienses e cearenses lutaram juntos para expulsar portugueses do Piauí.

do GP1

No discurso de homenagem ao trovador cearense Patativa do Assaré, o senador Mão Santa (PMDB-PI) exaltou suas ligações pessoais com o estado do compositor morto em 2002. Tendo ido pela primeira vez ao Ceará numa peregrinação religiosa familiar, quando ainda menino, Mão Santa acabou continuando ali os seus estudos até a faculdade de Medicina.

- O Ceará é minha segunda pátria. Esta é a minha identidade. Então aprendi a ler Raquel de Queiroz, ao José de Alencar, ao Catulo da Paixão cearense, e ouvia o Patativa - sentenciou o parlamentar pelo Piauí, que também apontou a existência de afinidades históricas entre os dois estados vizinhos.

Mão Santa lembrou que piauienses e cearenses lutaram juntos para expulsar portugueses do Piauí durante a sangrenta Batalha do Jenipapo ocorrida a 13 de março de 1823. Ao ver a cidade invadida, o líder local Simplício Dias da Silva, que havia a estudado na Europa e teria sido amigo de Simon Bolivar, foi buscar cearenses na cidade cearense de Granja.

Conforme o parlamentar, sua admiração por Patativa do Assaré o levou a criar na cidade de Vila Nova do Piauí, na região de Picos, a Biblioteca Patativa do Assaré. O Senador chegou a ler versos enviados a ele pelos responsáveis pela biblioteca.

Na opinião de Mão Santa a obra grandiosa do trovador dá a seu autor a legitimidade para ser chamado de "pai-d'égua", ou seja, alguém de grande capacidade. Esse adjetivo ocorreu ao senador ao se lembrar de uma visita ao Ceará, em 1960, do já ex-presidente Juscelino Kubstcheck, quando foi saudado por um nordestino simples como "presidente pai-d'égua".


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