Piauí - Teresina

Sindepol diz que secretaria de Justiça do Piauí está perdida

São motins, rebeliões, greve, denúncia de tortura, criança encontrada em cela de preso que responde por estupro, e a Secretaria de Justiça completamente perdida”, diz nota.

LAURA MOURA

- atualizado

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Piauí (SINDEPOL- PI) lançou, na tarde deste sábado (07), uma nota sobre a situação do sistema prisional no Estado após os recentes acontecimentos e agravada com a rebelião e a fuga de presos na Penitenciária Luiz Gonzaga Rebelo, no município de Esperantina.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Delegada Andréa MagalhãesDelegada Andréa Magalhães, presidente do Sindepol-PI

De acordo com a nota, para o sindicato, o governo não consegue mais ter controle da situação. “São motins, rebeliões, greve, denúncia de tortura, criança encontrada em cela de preso que responde por estupro, e a Secretaria de Justiça completamente perdida”, destacou.

Confira a nota na íntegra:

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Piauí vem externar a preocupação com a crise no sistema prisional do Piauí, agravada neste sábado (7) com a fuga de quase 80 presos da penitenciária da cidade de Esperantina.

A situação caótica está posta, o governo não consegue mais ter controle. São motins, rebeliões, greve, denúncia de tortura, criança encontrada em cela de preso que responde por estupro, e a Secretaria de Justiça completamente perdida.

Os problemas do sistema prisional eclodem dentro e fora dos muros das penitenciárias e refletem na insegurança da população. Os cidadãos estão correndo risco. A população de Esperantina está apavorada. Os policiais civis e militares, que já prenderam todos esses presos, estão agora tendo trabalho redobrado. Estão em busca, novamente, dos mesmos criminosos.

O SINDEPOL lamenta que a situação tenha chegado a este ponto, exige a responsabilização das autoridades do governo, e torce para que as demais consigam contornar a situação e garantir a segurança para os presos, servidores que trabalham no sistema prisional, e principalmente, à população.

A Direção

Teresina, 7 de outubro de 2017