Piauí - Teresina

Sinpoljuspi alerta para risco de rebelião na Casa de Custódia

O perigo se dá pelo fato de a Polícia Militar do Piauí ter autorizado apenas 20 visitas na unidade, o que pode gerar indignação por parte do restante das pessoas presas que não foram beneficiadas.

THAIS SOUZA E THAIS GUIMARÃES

- atualizado

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) alertou para o risco de um motim na Casa de Custódia de Teresina, após a deflagração da Operação Habitar na manhã dessa sexta-feira (15), onde a Polícia Militar do Piauí viabilizou a entrada de visitas na unidade. O perigo se dá pelo fato de ter sido autorizado apenas 20 visitas, o que pode gerar indignação por parte do restante das pessoas presas que não foram beneficiadas.

  • Foto: Thais Souza/GP1Agentes reunidos na Casa de Custódia de TeresinaAgentes reunidos na Casa de Custódia de Teresina

O GP1 esteve no local acompanhando a situação na Casa de Custódia e conversou com o diretor sindical do Sinpoljuspi, Jefferson Dias. “Estamos tentando evitar um confronto. Colocando essas 20 visitas vai inflamar, porque os outros presos também querem visitas. Eles [Polícia Militar] estão fazendo um ato irresponsável, sem pensar, vão provocar um mal maior. A Polícia Militar e a Secretaria de Justiça vão provocar a maior rebelião no sistema prisional”, declarou.

  • Foto: Thais Souza/GP1Jefferson DiasJefferson Dias

Representantes da Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) rebateram, afirmando que a entrada das 20 pessoas na realidade vai diminuir qualquer tensão, posto que hoje é dia de visitas. Nessa quinta-feira (14), o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) determinou a garantia de no mínimo de 60% do contingente de agentes penitenciários nas unidades prisionais do estado.

  • Foto: Thais Souza/GP1Tropa de choque da Polícia MilitarTropa de choque da Polícia Militar

Kleiton Holanda, vice-presidente do Sinpoljuspi, informou que o presidente do sindicato, José Roberto, está reunido neste momento com o desembargador Edvaldo Moura, relator da decisão. “Até agora não fomos notificados [da decisão], então ele se dirigiu ao Tribunal de Justiça e esperamos que de lá venha algo de concreto para a categoria”, finalizou.

  • Foto: Thais Souza/GP1Kleiton HolandaKleiton Holanda

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