Polícia

STJ investiga lavagem de dinheiro envolvendo desembargador no CE

Parentes de desembargador afastado são suspeitos de participar do crime.

NAYRANA MEIRELES

- atualizado

Em um desdobramento da Operação Cappucino, o ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a abertura do inquérito para investigar a conduta de quatro pessoas ligadas ao desembargador Carlos Rodrigues Feitosa, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), com o objetivo de apurar “crime de lavagem de dinheiro relacionada à aquisição de um veículo e quitação de títulos para aquisição de imóveis com valores alegadamente de origem ilícita”.

Na decisão, o ministro, que é relator do caso, determina que “tendo em vista o levantamento do sigilo das investigações, os nomes dos investigados que passarão ao novo caderno deverão constar explicitamente como partes, inclusive para consulta processual eletrônica”.

  • Foto: Divulgação/STJSupremo Tribunal de JustiçaSupremo Tribunal de Justiça

O ministro determina ainda no documento que o desembargador aposentado Paulo Camelo Timbó, suspeito de envolvimento no esquema de venda de liminares, perca o foro privilegiado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por ter se aposentado,  Paulo Timbó passará a ser investigado pela Justiça do Ceará

De acordo com informações do G1,além de Paulo Camelo Timbó e Valdsem Alves, que se aposentaram, outros três  desembargadores foram afastados das atividades no TJCE por suspeita de envolvimento no esquema: Carlos Rodrigues Feitosa, Francisco Pedrosa Teixeira e Sérgia Maria Mendonça Miranda.

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