Piauí - Teresina

Supermercados de Teresina continuam vendendo carne da Friboi

O GP1 esteve no Extra Supermercado e Hiper Bompreço Supermercado da Avenida Presidente Kennedy e no Supermercado Carvalho e Pão de Açúcar, ambos da Avenida Homero Castelo Branco.

RAISA BRITO

- atualizado

Supermercados continuam vendendo carne da Friboi em Teresina

Na manhã desta sexta-feira (17), a Polícia Federal deflagrou operação Carne Fraca com o objetivo de combater a corrupção de agentes públicos federais e crimes contra Saúde Pública. Segundo a PF, o caso envolve grandes empresas como a JBS (de marcas como Friboi, Swift e Seara) e BRF (marcas como Sadia e Perdigão) suspeitas de comercializarem carne estragada no Brasil e no exterior. A polícia também mandou bloquear R$ 1 bilhão dos investigados.

O GP1 esteve, no final da manhã de hoje (17), em alguns supermercados de Teresina para verificar se os estabelecimentos continuam comercializando os produtos (carnes) das empresas alvos da operação.

A reportagem esteve no Extra Supermercado e Hiper Bompreço Supermercado da Avenida Presidente Kennedy e no Supermercado Carvalho e Pão de Açúcar, ambos da Avenida Homero Castelo Branco, todos localizados na zona leste da Capital.

Nos supermercados Hiper Bompreço e Pão de Açúcar foram encontradas carnes da Sadia e Friboi, no Carvalho Mercadão as carnes encontradas foram da Perdigão, Friboi e Sadia e no Extra a reportagem encontrou produtos de todas as marcas investigadas: Friboi, Seara, Perdigão e Sadia.

Pão de Açucar e Extra

Procurada pelo GP1, na tarde de hoje, a assessoria de comunicação do Pão de Açucar e Extra informou que a rede ainda não tem um posicionamento sobre o assunto.

Supermercado Carvalho 

A assessoria do Grupo Carvalho também foi procurada, mas até a publicação da matéria ainda não havia se manifestado sobre o caso.

Hiper Bompreço

Ninguém do Hiper Bompreço foi localizado para comentar o caso.

Entenda o caso

Aproximadamente 1100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais referentes a Operação Carne Fraca, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao esquema. “Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva", diz nota da PF.

De acordo com informações do Estadão, o gerente de Relações Institucionais do Grupo BRF, Roney Nogueira dos Santos, e o funcionário da Searea, do grupo JBS, Flavio Cassou, estão entre os presos. Entre as irregularidades encontradas, estão reembalagem de produtos vencidos, excesso de água, inobservância da temperatura adequada das câmaras frigoríficas, assinaturas de certificados para exportação fora da sede da empresa e do Ministério da Agricultura, sem checagem in loco, venda de carne imprópria para o consumo humano.