PI - Teresina

Suspeito de ameaçar ex-companheira é preso em Teresina

De acordo com o 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), o suspeito violou uma medida protetiva de afastamento da ex-mulher e a ameaçou.

LUCAS MARREIROS

- atualizado

Um homem, não identificado pela polícia, foi preso na manhã desta segunda-feira (07), no bairro Ininga, zona leste de Teresina, por suspeita de infringir a Lei Maria da Penha. De acordo com o 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), ele violou uma medida protetiva de afastamento da ex-mulher e a ameaçou.

  • Foto: Brunno Suênio/GP15º batalhão em Teresina5º batalhão em Teresina

"A vítima acionou a polícia e nos relatou que estava indo trabalhar na garupa da motocicleta do seu atual namorado, quando foi surpreendida pelo ex-marido. Ela disse que ele a ameaçou, então chamou a polícia, pois além disso, também tinha a medida de afastamento", explicou o capitão Tales, do 5º BPM.

O homem, a mulher e seu atual namorado, que testemunhou a situação, foram levados para a Central de Flagrante de Gênero para os procedimentos legais, lá eles foram acompanhados pela delegada Syglia Samuelle.

"Foi um flagrante de ameaça. De acordo com a vítima ele a ameaçou. Então pela Lei Maria da Penha ele ficou preso e o caso dele vai ser analisado amanhã pelo juiz na audiência de custódia. Ele negou a ameaça e reconheceu a existência da medida protetiva, mas nega que tenha violado, alegando que não se aproximou da vítima de propósito, que estava na rota dele", informou a delegada Syglia Samuelle.

Lei Maria da Penha

De acordo com a delegada Anamelka Cadena, titular do Núcleo de Feminicídio da Polícia Civil do Piauí, ocorrências deste tipo são registradas diariamente. “São muitas ocorrências assim e o que a gente faz durante o atendimento é uma conversa para tentar romper a barreira do silêncio para que as vítimas se sintam encorajadas a prosseguir com a denúncia. Nossa intenção não é só o inquérito policial, é também entrar nesse cenário de violência e fazer com que o agressor se sinta vigiado, porque isso muitas vezes pode coibir uma reiteração da prática ou o agravamento dela. O que não pode haver é o silêncio em um cenário de violência, isso não pode acontecer nunca”, afirmou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Delegada Anamelka CadenaDelegada Anamelka Cadena

A delegada afirma ainda que embora a Lei Maria da Penha esteja completando 11 anos desde que foi implantada, ainda é preciso fazer muito para coibir a violência contra a mulher. “A Lei fez muito, todavia é importante que a gente se empenhe em políticas públicas para o enfrentamento dessa violência, porque a lei por si só não vai resolver todos os problemas. A atividade penal ou criminal é a última, quando tudo deu errado é que a gente utiliza da lei, porque o que a gente quer na verdade é evitar que a violência aconteça e para isso uma infinidade de atividades deve ser promovida”, pontuou Anamelka Cadena.

A titular do Núcleo de Feminicídio ressalta que não só a vítima pode denunciar uma situação de violência, como também outras pessoas, por exemplo, vizinhos, familiares e amigos. Para denunciar estão disponíveis o 190, da Polícia Militar, ou o Disque 180, que fornece apoio e orientações sobre os próximos passos para resolver a situação. E ainda o aplicativo “Salve Maria”, ferramenta digital disponibilizada pela polícia que funciona como plataforma de denúncias de violência contra a mulher.

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