Brasil

Temer diz que frigoríficos investigados são casos pontuais

Temer afirmou que o agronegócio brasileiro não pode ser desvalorizado por um "pequeno núcleo".

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

Durante discurso na cerimônia de posse do Conselho da Câmara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo nesta segunda-feira (20), o presidente Michel Temer comentou sobre a Operação Carne Fracada Polícia Federal. Temer afirmou que o agronegócio brasileiro não pode ser desvalorizado por um "pequeno núcleo" e por uma "coisa que será menor".

"O agronegócio para nós no Brasil é uma coisa importantíssima e não pode ser desvalorizado por um pequeno núcleo, uma coisa que será menor, apurável, fiscalizável, punível, se for o caso, mas não pode comprometer todo o sistema que nós montamos ao longo dos anos", afirmou Temer.

  • Foto: Estadão ConteúdoMichel Temer Michel Temer

O presidente tentou minimizar a situação, afirmando que dos mais 4800 frigoríficos no país, apenas 3 foram fechados durante a operação.

"Temos 4850 plantas, mais ou menos, de frigoríficos no Brasil. Só 3 plantas foram interditadas, além das 18 ou 19 que serão investigadas. Isso num total de 4800 e tantas atinentes a essa área", afirmou o presidente.

De acordo com oG1, no último final de semana, o governo realizou diversas reuniões, com embaixadores de países importadores da carne brasileira, como uma maneira de evitar que a operação tenha um impacto forte na venda dos produtos para o mercado externo.

Relembre o caso

Na última sexta-feira (17), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Carne Fraca e cumpriu 311 mandados em sete estados. A operação apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Entre as marcas investigadas, estão Sadia, Perdigão, Seara e Friboi, que são acusadas de vender carnes estragadas, usar produtos cancerígenos, entre outras irregularidades que foram encontradas durante dois anos de investigação.