Brasil

Temer diz que reforma é para evitar colapso da Previdência

Em meio a protestos e paralisações em todo o país, o presidente disse que mudança "não vai tirar direito de ninguém".

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

Em meio aos protestos realizados nesta quarta-feira (15) em diversas cidades do país contra a reforma da Previdência, que foi proposta pelo Governo Federal, o presidente Michel Temer saiu em defesa das mudanças nas regras do INSS. Durante um evento onde estavam presentes os presidentes do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, e do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, além do ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, o presidente disse que a reforma é uma forma de tirar a Previdência do “colapso”.

“Nós apresentamos um caminho para salvar a Previdência do colapso, para salvar os benefícios dos aposentados de hoje e dos jovens que se aposentarão amanhã.  Quem tem direito adquirido, ainda que esteja no trabalho, não vai perder nada do que tem. Mas é prevenir o Brasil do futuro”, afirmou o presidente.

De acordo com a Veja, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) enviada pelo Planalto ao Congresso para reforma da Previdência prevê, entre outros pontos, idade mínima de 65 anos para aposentadoria e tempo de contribuição mínimo de 25 anos ao INSS. Temer disse ainda que não ser feito mudanças pequenas na Previdência, porque no futuro, o governo teria que cortar mais gastos.

“Mas não podemos fazer uma coisa modestíssima agora para que daqui a quatro ou cinco anos tenhamos que fazer como Portugal, Espanha, Grécia e outros países, que tiveram que fazer um corte muito maior porque não preveniram o futuro”, enumerou.

  • Foto: Andre Violatti/Estadão ConteúdoMichel TemerMichel Temer

O presidente disse que o governo está fazendo mudanças “populares” e que mesmo que não sejam do agrado da maioria da população agora, mais na frente terão reconhecimento.

“As medidas populistas são aquelas feitas de uma maneira irresponsável. Elas têm efeito imediato, aparentemente, cheio de aplausos, para logo depois revelar-se um desastre absoluto. As medidas populares não, elas não têm aplauso imediato, mas têm o reconhecimento posterior, o que nós estamos praticando são medidas populares e não medidas populistas”, comparou.

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