Piauí - Bom Jesus

TJ investiga prefeito Marcos Elvas por rombo de R$ 4,5 milhões

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado está investigando pagamentos feitos às construtoras Brilho Serviços de Limpeza Ltda., AFG Construções e Serviços Ltda., e Everest Construções e Serviços Ltda.

GIL SOBREIRA

- atualizado

O Greco - Grupo de Repressão ao Crime Organizado está investigando o prefeito do município de Bom Jesus, Marcos Elvas (PSDB), pela suposta prática de diversas irregularidades em procedimentos licitatórios nos anos de 2013 e 2014.

O inquérito tramita na 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça e foi instaurado após o encaminhamento pelo vereador Wenio Alves dos Santos de diversos documentos apontando pagamentos realizados pela Prefeitura Municipal de Bom Jesus para construtoras. As obras referentes a tais pagamentos, de acordo com a denúncia, não foram encontradas.

Empresas receberam mais de R$ 4 milhões da Prefeitura de Bom Jesus no Governo de Marcos Elvas

  • Foto: Facebook/Marcos Elvas Marcos Elvas Marcos Elvas

Segundo a denúncia, “nos anos de 2013 e 2014 as Construtoras Brilho Serviços de Limpeza Ltda., AFG Construções e Serviços Ltda., e Everest Construções e Serviços Ltda., receberam o valor de R$ 4.518.122.14 (quatro milhões, quinhentos e dezoito mil, cento e vinte e dois reais e quatorze centavos), para obras suspostamente inexistentes.

O vereador destaca os laços familiares entres os sócios destas construtoras, “aonde vai se constatar o cartel e o parentesco entre os sócios”.

Quadro de sócios e administradores

  • Foto: DivulgaçãoGenivaldo SousaGenivaldo Sousa

De acordo com o sítio da Receita Federal os sócios da Brilho Construções LTDA – EPP são Aede Maria Ferry de Oliveira (sócio administrador), irmã do sócio da AFG, Aurélio Ferry de Oliveira e o engenheiro Frederico Ribeiro Gonçalves Vasconcelos Rosendo. A AFG também tem como sócio Genivaldo Pereira de Sousa. Já a Everest Construções e Serviços Ltda., tem como sócio administrador o engenheiro Augusto César Ribeiro Gonçalves de Vasconcelos e Francisco Assis de Oliveira.

Depoimento na Justiça do Trabalho aponta ligações

Segundo depoimento prestado por Márcio de Sousa Lima, ex-empregado da Brilho, na Justiça do Trabalho, “a empresa pertence a Genivaldo Sousa, proprietário da AFG Serviços”.

Dilação de prazo para conclusão do inquérito

Em despacho de 24 de agosto, o desembargador Pedro de Alcântara Macedo concedeu o prazo de 60 dias para a conclusão do inquérito. Os autos foram entregues ao Grupo de Repressão ao Crime Organizado – Greco quatro dias depois, em 28 de agosto de 2017.

Outro lado

Procurado pelo GP1 na manhã desta segunda-feira (11), o prefeito Marcos Elvas não foi localizado para comentar a investigação. O GP1 continua aberto para quaisquer esclarecimentos.


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