Piauí - Teresina

Transporte de passageiros é debatido na Câmara de Teresina

O assunto foi colocado em discussão na sessão desta quarta-feira (19), na Câmara Municipal de Teresina, durante o pronunciamento do vereador Lázaro Carvalho.

- atualizado

Um incidente ocorrido na tarde de terça-feira (18) reacendeu o debate sobre o transporte de passageiros na Câmara Municipal de Teresina. O vereador Lázaro Carvalho (PPS), que prestou os primeiros atendimentos ao motorista atingido por um tiro, no centro da Capital, propôs a criação de uma comissão para voltar a analisar o assunto.

Anderlan Rafael Gomes Ferreira foi baleado no rosto enquanto dirigia seu carro, e segundo informações de populares, ele fazia o transporte irregular de passageiros, numa prática que seria identificada como “ligeirinho”.

“Nossa função primordial é cuidar de vidas, cuidar do ser humano. Ontem presenciei essa cena do rapaz baleado, não vi o momento do incidente, quando cheguei ele já estava ferido. Eu prestei o primeiro atendimento e identifiquei a gravidade, com uma prática que é comum a nós que somos médicos. Não conheço o rapaz, não sei sua procedência, nem seus dados passados, mas prestei essa ajuda”, contou o vereador.

  • Foto: Divulgação/AscomVereador Lázaro CarvalhoVereador Lázaro Carvalho

COMISSÃO VOLTARÁ A DEBATER TRANSPORTE DE PASSAGEIROS

O ocorrido foi colocado em discussão na sessão desta quarta-feira (19), na Câmara Municipal de Teresina, durante o pronunciamento do vereador Lázaro Carvalho. O parlamentar solicitou a criação de uma comissão para voltar a discutir a situação da legalidade dos transportes individuais de passageiros na Capital.

“A discussão não pode parar simplesmente na questão da legalidade ou não. Vivemos tempos difíceis, todos nós sabemos. Acredito que acima da legalidade, está a necessidade humana, levando em consideração casos específicos”, completou Lázaro.

Ainda de acordo com o parlamentar, muitas pessoas “defendiam” o uso do transporte batizado de “ligeirinho”. “Se justificavam dizendo que o transporte é mais rápido, é mais confortável e é do mesmo preço que um transporte público de Teresina, e que assim elas eram compelidas a contribuir com esta dita ilegalidade, por isso solicitei a criação de uma comissão que possa estudar isso mais a fundo, para ver o que pode realmente ser feito”, pontuou.


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