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21/07/2012 - 00h12
Polêmica
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro devolve carteira de habilitação de Thor Batista
Filho do empresário Eike Batista estava proibido de dirigir desde maio em razão do processo sobre o atropelamento e morte de ciclista em Duque de Caxias.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro devolveu a Thor Batista, de 20 anos, filho do empresário Eike Batista, o direito de dirigir automóvel. A decisão foi dada pelo desembargador Antonio Carlos dos Santos Bitencourt, que acolheu mandado de segurança impetrado pelos criminalistas Celso Villardi e Márcio Thomaz Bastos.
Thor estava proibido de dirigir desde 17 de maio por ordem da Segunda Vara Criminal de Duque de Caxias (RJ), onde tramita processo contra ele pelo atropelamento e morte do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos. O acidente ocorreu em 17 de março, na rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias. O filho de Eike dirigia sua Mercedes-Benz SLR McLaren a 135 km/h, segundo a perícia da Polícia Civil. A velocidade máxima permitida na via é de 110 km/h. Os advogados de Thor contestaram a perícia e alegaram que, segundo laudo particular, o carro estava trafegando com velocidade entre 87,1 km/h e 104,4 km/h.
O filho de Eike Batista foi denunciado por homicídio culposo (sem intenção). O Ministério Público pediu, então, a suspensão da carta de habilitação de Thor enquanto durasse o processo. A Justiça atendeu ao pedido da promotoria e proibiu o empresário de dirigir durante um ano.
A defesa entrou com recurso em sentido restrito que, no entanto, não tem efeito suspensivo sobre àquela sanção. Paralelamente, a defesa ingressou contra um mandado de segurança para obter o efeito suspensivo.
O desembargador-relator Santos Bitencourt decidiu: "enquanto a suspensão não resulte como fundamento criminal, caracterizará evidente bis in idem (dupla punição) à medida cautelar aplicada na instância penal, uma vez já existente sanção administrativa e que põe em linha de desproporcionalidade e razoabilidade o ato de suspensão."
Thor já havia sido multado pelo Detran do Rio de Janeiro e teve que se submeter a um curso durante um mês.
"A decisão (suspensão do direito de dirigir) realmente era excessiva tendo em vista que a juíza estipulou patamar máximo no que toca à suspensão razão pela qual era esperado que o TJ acolhesse as razões do inconformismo da defesa", declarou o criminalista Celso Villardi.
Thor estava proibido de dirigir desde 17 de maio por ordem da Segunda Vara Criminal de Duque de Caxias (RJ), onde tramita processo contra ele pelo atropelamento e morte do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos. O acidente ocorreu em 17 de março, na rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias. O filho de Eike dirigia sua Mercedes-Benz SLR McLaren a 135 km/h, segundo a perícia da Polícia Civil. A velocidade máxima permitida na via é de 110 km/h. Os advogados de Thor contestaram a perícia e alegaram que, segundo laudo particular, o carro estava trafegando com velocidade entre 87,1 km/h e 104,4 km/h.
O filho de Eike Batista foi denunciado por homicídio culposo (sem intenção). O Ministério Público pediu, então, a suspensão da carta de habilitação de Thor enquanto durasse o processo. A Justiça atendeu ao pedido da promotoria e proibiu o empresário de dirigir durante um ano.
A defesa entrou com recurso em sentido restrito que, no entanto, não tem efeito suspensivo sobre àquela sanção. Paralelamente, a defesa ingressou contra um mandado de segurança para obter o efeito suspensivo.
O desembargador-relator Santos Bitencourt decidiu: "enquanto a suspensão não resulte como fundamento criminal, caracterizará evidente bis in idem (dupla punição) à medida cautelar aplicada na instância penal, uma vez já existente sanção administrativa e que põe em linha de desproporcionalidade e razoabilidade o ato de suspensão."
Thor já havia sido multado pelo Detran do Rio de Janeiro e teve que se submeter a um curso durante um mês.
"A decisão (suspensão do direito de dirigir) realmente era excessiva tendo em vista que a juíza estipulou patamar máximo no que toca à suspensão razão pela qual era esperado que o TJ acolhesse as razões do inconformismo da defesa", declarou o criminalista Celso Villardi.
Fonte: Estadão
Keywords: thor batista, empresário eike batista, carteira de habilitação, tribunal de justiça do rio de janeiro
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