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21/06/2012 - 01h30
Crise
Tribunal do Kuwait anula eleição e reinstala antigo Parlamento
A decisão foi a última reviravolta em uma rixa crescente entre o governo.
Atualizada em 20/06/2012 - 19h03
O mais alto tribunal do Kuwait anulou os resultados da eleição parlamentar ocorrida em fevereiro, na qual legisladores da oposição obtiveram a maioria, e reinstalou a assembleia anterior.
A decisão foi a última reviravolta em uma rixa crescente entre o governo apontado pelo emir e os legisladores de maioria islâmica que tinham ameaçado convocar ministros do primeiro escalão para serem questionados no Parlamento.
O conhecido parlamentar oposicionista Musallam al-Barrak anunciou que ele e vários outros colegas estavam renunciando ao Parlamento restaurado, descrevendo a decisão do tribunal como "um golpe contra a Constituição".
Os políticos da oposição obtiveram a maioria nas eleições de fevereiro, ocorridas depois de o emir dissolver a assembleia anterior em meio a denúncias de corrupção que atrasaram reformas econômicas e o desenvolvimento econômico.
Analistas disseram que a decisão não seria bem recebida por muitos eleitores que apoiaram os políticos da oposição, devido a acusações de irregularidades financeiras contra parlamentares anteriores.
"O Parlamento anterior é totalmente impopular", disse Abdullah al-Shayji, professor de ciências políticas na Universidade do Kuwait.
"Não tem o apoio da maioria dos kuaitianos que votaram em um novo Parlamento e rejeitaram a maioria dos (antigos) parlamentares, suspeitos de envolvimento em um escândalo (de corrupção)."
Alguns investidores disseram, no entanto, que a decisão de dissolver o Parlamento foi um ponto positivo, já que a disputa prolongada entre o governo e o Parlamento tem atrasado as reformas econômicas e projetos vitais para o desenvolvimento.
A decisão foi a última reviravolta em uma rixa crescente entre o governo apontado pelo emir e os legisladores de maioria islâmica que tinham ameaçado convocar ministros do primeiro escalão para serem questionados no Parlamento.
O conhecido parlamentar oposicionista Musallam al-Barrak anunciou que ele e vários outros colegas estavam renunciando ao Parlamento restaurado, descrevendo a decisão do tribunal como "um golpe contra a Constituição".
Os políticos da oposição obtiveram a maioria nas eleições de fevereiro, ocorridas depois de o emir dissolver a assembleia anterior em meio a denúncias de corrupção que atrasaram reformas econômicas e o desenvolvimento econômico.
Analistas disseram que a decisão não seria bem recebida por muitos eleitores que apoiaram os políticos da oposição, devido a acusações de irregularidades financeiras contra parlamentares anteriores.
"O Parlamento anterior é totalmente impopular", disse Abdullah al-Shayji, professor de ciências políticas na Universidade do Kuwait.
"Não tem o apoio da maioria dos kuaitianos que votaram em um novo Parlamento e rejeitaram a maioria dos (antigos) parlamentares, suspeitos de envolvimento em um escândalo (de corrupção)."
Alguns investidores disseram, no entanto, que a decisão de dissolver o Parlamento foi um ponto positivo, já que a disputa prolongada entre o governo e o Parlamento tem atrasado as reformas econômicas e projetos vitais para o desenvolvimento.
Fonte: Yahoo
Keywords: oposição, eleição, tribunal, parlamento, kuwait
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