Política

Wellington afirma que não vê luz no fim do túnel para a crise

“Nós vamos ter que adotar medidas, nós entramos agora no limite prudencial por conta das frustrações de receitas, primeira delas, não ter novas despesas no ano de 2017 e esperar superar a crise", diz.

BÁRBARA RODRIGUES

- atualizado

O governador Wellington Dias voltou a falar sobre a crise financeira do Estado, na manhã desta segunda-feira (25), durante lançamento da 7ª Edição do Sabor Maior,no Palácio de Karnak.

Para Wellington Dias, o desafio é muito maior: “Nós temos um desafio bem maior do que o próprio Estado planejou. Se a gente olhar pra trás por volta de setembro, outubro, depois das eleições de 2014, a gente entrou numa crise institucional, numa disputa entre os lideres, as instituições, causando uma instabilidade que gerou também uma queda na economia, uma crise política e não saímos dela. Veio final de 2014, 2015, entramos em crise em 2016 e agora em 2017 novamente, o Congresso vai ter que decidir: “mantenho ou não mantenho o presidente da República a partir de denúncias formuladas no Supremo?”, tudo isso causa instabilidade, consequência que atinge o Piauí”, declarou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Governador Wellington DiasGovernador Wellington Dias

O governador falou quais medidas serão necessárias para driblar a crise: “Nós vamos ter que adotar medidas, nós entramos agora no limite prudencial por conta das frustrações de receitas, primeira delas, não ter novas despesas no ano de 2017 e esperar superar a crise, segunda, vamos ter que trabalhar com prioridade, manter o pagamento em dia, manter as condições de obras que são partilhadas com a União e ainda com contratos de financiamentos de empréstimos para poder seguir gerando emprego, gerando atividade econômica, que é uma necessidade pra poder não cair também as receitas próprias, mas eu fico preocupado porque olho para frente e não vejo uma luz no fim do túnel”, afirmou.

“As receitas partilhadas com a União foram uma frustração, uma queda muito além do que era esperado. Municípios e estados como o Piauí, nesse momento em muita dificuldade, a gente perdeu em relação a 2016, que foi um ano já difícil, até o mês de agosto R$ 166 milhões, quedas de 16%, 25%, ao mês, algo realmente insuportável. A nossa sorte é que a economia do Piauí continua reagindo, a nossa receita própria fica em patamar de 8%, 9% positivo, mas mesmo assim é um impacto muito grande”, finalizou.

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