Política

Wellington Dias defende Lula após acusações de Antonio Polocci 

“Reafirmo minha confiança na inocência de Lula”, disse o governador.

GERMANA CHAVES

- atualizado

“Reafirmo minha confiança na inocência de Lula”. A declaração de apoio partiu do governador do estado do Piauí Wellington Dias (PT) que usou o facebook, nesta quarta-feira (06), para defender o ex-presidente após o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci, que fez revelações que incriminam o petista, durante o processo que investiga o pagamento de propinas pela Odebrecht.

Em outro trecho do texto, o chefe do Palácio de Karnak questionou as circunstâncias que levaram Palocci a fazer as acusações contra Lula, que segundo Wellington, “é um homem digno”.

  • Foto: Ricardo StuckertWellington e LulaWellington e Lula

Postagem

“Conheço o presidente Lula há muitos anos e, após tomar conhecimento do depoimento do ex-Ministro Antônio Pallocci - imagino as circunstâncias que o levaram a isto, afirmo que o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva é um homem digno. São poucos os seres humanos tão desapegados de riqueza material como ele. Reafirmo minha confiança na inocência de Lula. Quero acreditar na Justiça deste país e espero que, de forma apartidária, seja garantido o respeito à Constituição Brasileira sem paixões, preconceitos e ódio.
Por fim, também espero que a verdade seja reposta.”
Wellington Dias
Governador do Estado do Piauí

O caso

Em depoimento realizado nesta quarta-feira, 6 de setembro, para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, Antonio Palocci fez várias revelações que incriminam Lula no processo que investiga o pagamento de propinas pela Odebrecht. Palocci é ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Alvo da operação Lava Jato, Antonio Palocci confirmou que praticou crimes na Petrobras e revelou que o PT recebeu R$ 300 milhões da Odebrecht. O advogado do ex-ministro, Tracy Reinaldet, ainda relatou dois encontros que incriminam o ex-presidente Lula, onde foi fechado um acordo entre a Odebrecht e o governo do ex-presidente, para beneficiar a empresa nos contratos com a Petrobras, em troca de propinas.

MAIS NA WEB