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23/08/2010 - 15h57

Saiba o que fazer quando eles falham

A primeira vez a gente não esquece

Na primeira vez que a falha técnica aconteceu, Cíntia Baptistella ficou assustada. Achou que o dito-cujo do cara com quem estava saindo não entrava em ação porque o sujeito não sentia tesão suficiente por ela. Tentou ressuscitá-lo com sexo oral, mas não adiantou: a situação só foi piorando. Desistiram. Ele, muito envergonhado, ela, encanada.

Na época, Cíntia tinha 16 anos. Passados nove anos e mais três brochadas de diferentes parceiros, a assistente administrativa encara esse tipo de situação com muito mais tranqüilidade. Ela diz que, com a sabedoria de hoje, teria agido de forma diferente naquele momento inaugural.

"Nessas horas, insistir no sexo só aumenta o constrangimento", diz. "Brochadas acontecem com mais regularidade do que se imagina e com o tempo a gente vai aprendendo a sacar os motivos. Assim fica mais fácil saber como reagir."

Homens que falham

Segundo estatísticas médicas, metade dos homens do planeta vai falhar na hora H, pelo menos uma vez na vida. As razões para o problema são variadas e na maioria das vezes não têm nada a ver com falta de desejo pela pessoa que está ao lado.

A ansiedade é a principal vilã nesta história. Qualquer circunstância que gere um alto grau dela pode fazer com que o melhor amigo do homem fique acanhado, tímido. Tanto que muitas brochadas são, na verdade, declarações de amor.

Quando um sujeito se apaixona por uma mulher, é supercomum que ele se preocupe tanto em demonstrar potência a ponto de seu empenho acabar gerando efeito contrário, ou seja, impotência. "A ansiedade libera adrenalina, hormônio vasoconstritor que impede o fluxo de sangue para o pênis, deixando-o flácido", explica o urologista Sidney Glina.

Por que eles falham?

Há alguns momentos típicos de ansiedade: na primeira transa com alguém importante, no sexo com mulheres dominadoras ou quando o homem resolve encarar uma posição exótica na qual fica pouco à vontade.

O estresse e as preocupações do dia-a-dia também podem causar perda de ereção. "Se um cara vai para a cama e não consegue se desligar dos problemas do trabalho, isso com certeza afeta seu desempenho", diz a sexóloga Laura Müller. E, lógico, se o relacionamento do casal vai mal, a escalada peniana para o alto e avante pode ser prejudicada.

Além das causas emocionais, há fatores orgânicos que causam impotência: uso de drogas, de antidepressivos, de anti-hipertensivos (remédios para pressão) e de hormônios. Excesso de álcool ou de cigarro também são inimigos do esplendor peniano. Qualquer que seja a causa, se a perda da ereção persistir, o dono do pênis deve procurar um urologista ou um psicólogo (quando a origem do problema é emocional).

Dicas de como reagir

Mas, o que fazer no decorrer da situação frustrante? Em primeiro lugar, lembrar que falhar é normal e, ora, bolas, acontece mesmo de vez em quando. Deixar o egoísmo de lado e dar uma força para o parceiro, claro. Se o episódio é embaraçoso para você, é ainda pior para ele. O jeito então é relaxar e não dar muita importância ao fato.

Que tal considerar o momento como um amasso gostoso em vez de rotulá-lo como uma transa malsucedida? Engate um papo, sirva uma bebida, deixe o clima desanuviar... e lembre-se das nossas dicas antibrochada para as próximas vezes:

1. Insistir para que ele tenha uma ereção só deixará o moço mais nervoso (e/ou irritado, frustrado, desesperado).

2. Evite ir ao motel no primeiro encontro se¬xual, porque o lugar remete os homens à idéia de que "tem de subir de qualquer maneira". Prefira a sua casa, ou a dele. Assim, a consumação do ato não fica pairando no ar como obrigatória e tudo pode rolar com menos ansiedade, no tempo certo.

3. Se ele brochou na primeira transa, as coisas podem piorar nas próximas. A lembrança da tentativa frustrada e o medo de o pênis não funcionar de novo dificultam a ereção. Você pode propor um joguinho: ficar brincando na cama, sem necessidade de penetração. Diga: "Se rolar, rolou, se não, tudo bem, sem neuras".

4. A brochada foi inevitável? Então, saiba dosar seu carinho e apoio moral. Não exagere, tratando-o como um coitadinho. Também não faça piadas porque, para os homens, brochar não é engraçado. O melhor é demonstrar que, apesar da falha, continua interessada nele.

5. Se seu parceiro fica pouco à vontade para transar em lugares públicos ou em posições exóticas, não force a barra.

Fonte: Mdemulher.com

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