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14/06/2011 - 11h11

Sexo oral: nem para todo mundo é sinônimo de prazer garantido

Imagem: ReproduçãoClique para ampliarSexoSexo oral: nem para todo mundo é sinônimo de prazer garantido(Imagem:Reprodução)Sexo oral: nem para todo mundo é sinônimo de prazer garantido
A prática depende da intimidade do casal e, claro, da disposição. A ginecologista e terapeuta sexual Glene Rodrigues lembra ainda que muita mulher tem nojo da secreção ejaculada e, nem sob decreto, se arrisca à prática.

“São questões de educação familiar, religiosa e sócio-cultural, que construíram a identidade sexual da mulher e podem dificultar a espontaneidade da sexualidade no relacionamento”, avalia.

A médica, que trabalha com grupos de anorgasmia (inibição do orgasmo), vaginismo, inadequação sexual e ainda orienta mulheres com disfunção sexual, diz que um dos maiores erros delas, na hora do sexo oral, é demonstrar que não está à vontade - e mesmo assim continuar. “Os homens percebem, pela fisionomia, que elas estão com nojo do ato em si, o que pode levar a uma crise nesse relacionamento. A sexualidade precisa ser prazerosa para ambos”, lembra.

Outro erro, segundo Glene, é morder ou machucar com os dentes o pênis. “É preciso cuidar também para não introduzir muito o pênis dentro da boca. Ao atingir a garganta, pode provocar ânsias de vômito”.

Como bem lembra Glene, nada substitui a espontaneidade de um casal que está em sintonia. Mas algumas dicas podem tornar o sexo oral ainda melhor. Segurar com a mão na base do pênis é boa pedida, pois diminui o comprimento, evitando assim que ele se introduza por inteiro. Usar camisinha (é necessário usá-la inclusive no sexo oral) de sabores variados ajuda a resolver a preocupação em relação à ejaculação.

Convidar o parceiro para tomar um banho, antes de começar, também pode ajudar quem tem um pouco de repulsa quanto à prática. “Lembre também que a área mais sensível para o homem é a glande. Mas movimentos de sucção ao longo do pênis, assim como ao redor da glande, também são fontes de prazer”.

Para Glene, que também é médica Centro de Referência em Sexologia do Hospital Pérola Bynghton, em São Paulo, a criatividade é uma das melhores aliadas na hora de apostar no sexo oral. “Chupar bala de menta dá uma sensação gelada e pode ser agradável. E, se a mulher não se sente hábil, vale treinar com uma banana, se isso a deixar mais segura”.

Mesmo com tantos artifícios - e com a certeza absoluta de que o parceiro adora o sexo oral - pode ser que você simplesmente não goste da coisa. Pode ser opção, claro. Mas também pode ser que você tenha criado uma barreira dentro da sua cabeça. “A questão psicológica, com relação à submissão, é muito forte. Às vezes elas acham que estão fazendo pelo parceiro. Mas é preciso lembrar que sexualidade é um compartilhar, é dar e receber”, insiste.

Para Glene, o casal que tem intimidade, compartilha o explorar da sexualidade no corpo um do outro e tem mais chances de estabelecer relação baseada no prazer e na segurança. “A satisfação sexual do casal é entendida como qualidade de vida. Mas, ainda assim, é preciso respeitar os limites de cada ser humano e de cada casal”.

Fonte: MbPress

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