O inquérito policial militar que investigava a possível participação de um policial militar na morte do músico Carlos Henrique de Araujo Rocha , ocorrida durante um acidente de trânsito registrado em 31 de maio de 2024, na zona leste de Teresina, foi concluído sem indiciamento. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público em 16 de novembro de 2025.

A investigação analisou se a intervenção policial (disparos de arma de fogo durante acompanhamento tático a um veículo modelo Toyota Hilux SW4, que colidiu no carro em que o músico ocupava) teria contribuído para o óbito de Carlos Henrique, que estava no banco traseiro do veículo de aplicativo modelo Fiat Punto. Contudo, segundo o relatório final, não foram encontrados elementos que indiquem o uso de arma de fogo ou que associem a atuação do policial à causa da morte.

Foto: Reprodução/ Instagram
Carlos Henrique, de 24 anos

Perícia descartou lesão por arma de fogo

Laudo realizado em perícia complementar, realizada após a exumação do corpo no último dia 17 de outubro de 2025, ratificou que foram encontradas lesões na cabeça de Carlos Henrique, classificadas como “não transfixantes e de instrumento de ação contundente”. Conforme os peritos, esse tipo de lesão é incompatível com ferimentos produzidos por projéteis de arma de fogo que, normalmente, deixam marcas perfurantes, transfixantes e, internamente, contundentes.

O laudo concluiu que não há indícios de que o músico tenha sido atingido por disparo de arma de fogo. Em razão disso, o competente inquérito policial militar evidenciou três conclusões principais: a primeira de que o policial militar Raimundo Nonato da Silva Filho não apresentou indícios de prática criminosa relacionada ao caso; num segundo momento há indícios de crime por parte de Josep Machado da Ponte Neto Júnior, cujo processo de número 0825782-29.2024.8.18.0140 segue em tramitação na Justiça. Ele era o condutor da Toyota Hilux, que seguia em fuga da PM, no momento em que colidiu violentamente no veículo de aplicativo, no cruzamento entre as avenidas Dom Severino e Presidente Kennedy.

Por último, o relatório apontou que não foi possível apurar eventual erro médico ou negligência por parte do Hospital de Urgência de Teresina, devido à ausência de perícia médica judicial que possibilitasse essa avaliação, tendo em vista que a equipe de socorro comunicou ferimento no crânio com suspeita de uso de arma de fogo.

Agora, o relatório segue para as mãos da 9ª Promotoria de Justiça de Teresina, que deverá ratificar o relatório ou solicitar novas diligências.

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Rapidinhas

Acusados de torturar e matar homem nos Três Andares são indiciados

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) indiciou Michael Rodrigues de Freitas, Mateus Vinícius Ribeiro dos Santos, João Emanuel Fernandes de Sousa e seu irmão E. A. S. F. por envolvimento no assassinato de Gustavo Soares Carvalho.

O crime ocorreu em 06 de março deste ano no bairro Três Andares, zona sul de Teresina. No dia dos fatos, a vítima foi agredida até a morte e logo depois os suspeitos tentaram ocultar o corpo, ateando fogo em uma área de matagal, nas proximidades da Avenida Celso Pinheiro.

A investigação do DHPP concluiu que Gustavo Soares Carvalho estava em um baile de reggae, quando foi identificado pelos autores como morador de uma área de predominância do PCC, facção rival ao Bonde dos 40, ao qual os acusados pertenciam. Por esse motivo, ele foi arrancado do baile e passado por uma sessão de julgamento, que acarretou no assassinato frio e cruel de Gustavo Soares Carvalho.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1