A Justiça determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias e aplicações financeiras pertencentes a oito investigados presos na Operação Capital Oculto , deflagrada em 22 de outubro de 2025, com o objetivo de combater um grupo responsável por lavar dinheiro do tráfico de drogas, por meio do uso de empresas de fachada.

A decisão do juiz Valdemir Ferreira Santos , da Central de Inquéritos, tem como objetivo impedir o uso e a ocultação de valores supostamente obtidos de forma ilícita.

O magistrado destacou que existem “fundados indícios de autoria e materialidade do crime investigado”, bem como fortes indícios de que os valores movimentados tenham origem ilícita.

Entre os alvos do bloqueio estão pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema, incluindo os empresário ( João Paulo Melo de Carvalho e sua esposa Vania Larissa Ribeiro Pires ), Ronaldo Francisco de Oliveira Rosa, Nilson Oliveira Rebelo, Jonas Borges Pereira Filho, Euclimar Alves da Silva, Luis Fernando Falcão de Carvalho e Bruna Patrícia Moreira da Cruz, além das empresas JP & M Comércio e Serviços , Gigante Materiais de Construções/ Amazon Car , Favorita Girls e Bruna Moreira Closet .

Na decisão, o magistrado afirmou que a medida cautelar é necessária para “evitar a dilapidação, ocultação ou fragmentação dos bens”, assegurando que os valores permaneçam disponíveis para eventual reparação de danos, pagamento de despesas processuais e penas pecuniárias.

Os bloqueios foram realizados por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), que permite o rastreamento e congelamento de recursos financeiros de forma imediata.

Sem anúncio no momento

O juiz também ressaltou que o bloqueio tem caráter provisório e pode ser revisto a qualquer momento, conforme o andamento das investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), responsável pelo inquérito.

Rapidinhas

DENARC amplia rastreio do fluxo financeiro do grupo investigado na operação Capital Oculto

Os investigadores estão aprofundando a análise de documentos, transações bancárias e registros fiscais apreendidos durante as diligências contra o grupo, que teria utilizado empresas de fachada JP & M Comércio e Serviços, Gigante Materiais de Construções/Amazon Car, Favorita Girls e Bruna Moreira Closet, para ocultar valores provenientes de atividades ilícitas.

De acordo com o DENARC, as investigações apontam que o grupo mantinha um esquema sofisticado de movimentação financeira, com o uso de empresas e contas bancárias de terceiros para mascarar a origem do dinheiro.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1