O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP ) concluiu que não houve intervenção policial na ocorrência registrada no dia 18 de outubro, no bairro Tancredo Neves, zona sudeste de Teresina, onde um criminoso acabou morto durante uma tentativa de assalto.
A Coluna ouviu o delegado Bruno Ursulino , responsável pelo caso, e as primeiras informações levantadas no local indicavam a vítima da tentativa de assalto, o policial, havia feito uma intervenção. mas a investigação detalhada mostrou que a dinâmica foi diferente do que se imaginava, inicialmente.
“As primeiras observações no local sugeriam que o evento envolvia intervenção policial. No entanto, uma investigação mais aprofundada, com a análise de depoimentos de testemunhas e imagens, revelou que o policial estava desarmado”, explicou o delegado.
Conforme o DHPP, o fato se tratou de uma tentativa de roubo realizada por três bandidos. O policial, que foi abordado pelos criminosos, reagiu utilizando apenas as mãos para se defender. Durante a luta corporal, um dos suspeitos atirou diversas vezes, tentando acertar o policial, que foi ferido na mão, mas passa bem. Um dos disparos atingiu o próprio comparsa, que morreu no local. O outro suspeito foi socorrido e levado ao hospital, mas o terceiro, que efetuou os disparos, se evadiu.
“A dinâmica do ocorrido demonstra que se tratou de uma tentativa de roubo, na qual o policial reagiu utilizando apenas suas mãos para se defender. Diante da superioridade do policial na luta, um dos suspeitos efetuou disparos de arma de fogo, visando atingi-lo”, explicou Ursulino.
As investigações foram divididas em dois procedimentos: um para apurar o crime de latrocínio e outro para analisar a conduta do policial. O inquérito concluiu que não houve intervenção policial, e sim um latrocínio caracterizado por erro na execução, quando o disparo feito contra a vítima atinge outra pessoa.
“O policial não praticou qualquer ato criminoso. No relatório, o termo técnico utilizado para descrever a conduta dele é ‘fato atípico’. Ele agiu em legítima defesa, sem uso de arma de fogo”, destacou o delegado Bruno Ursulino.
A responsabilidade penal pela morte do comparsa recairá sobre o criminoso que efetuou os disparos e conseguiu fugir levando a arma. As investigações continuam para identificar e prender o suspeito foragido.
Rapidinhas
Delegada já relatou inquérito e encaminhou para o Ministério Público
A delegada Daniela Dinali, da 8ª Delegacia Seccional de Teresina, concluiu o inquérito que investigava a morte de um criminoso durante uma tentativa de assalto contra um policial, ocorrida no dia 18 de outubro, no bairro Tancredo Neves, zona sudeste de Teresina.
De acordo com a investigação, o homem morto anunciou o assalto contra o policial, que reagiu utilizando apenas as mãos para se defender, já que estava desarmado. Durante a luta corporal, um dos comparsas efetuou disparos de arma de fogo na direção do policial, que foi atingido na mão. Um dos tiros, entretanto, acabou atingindo o próprio assaltante, que morreu ainda no local.
Ao final do relatório, a delegada concluiu que o policial agiu em legítima defesa e não cometeu qualquer conduta criminosa. O inquérito foi relatado e encaminhado ao Ministério Público, que agora deverá analisar o caso e oferecer denúncia à Justiça.
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