A Justiça recebeu denúncia contra Pedro Rocha Pereira e Farias , 23 anos, pelo feminicídio de Gisele Maria Pinheiro Pereira Claudino , 33 anos, brutalmente assassinada com cerca de 23 golpes de canivete no último dia 05 de abril deste ano, no conjunto Tancredo Neves, zona sul de Teresina.
A decisão foi assinada pelo juiz de Direito da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, Ronaldo Paiva Nunes Marreiros, em 24 de julho de 2025.
Narra a denúncia que a agressão contra vítima foi praticada de forma repentina e inesperada, sem que Gisele Maria tivesse qualquer possibilidade real de reação ou defesa, tendo o denunciado a atacado de surpresa, utilizando um canivete, durante uma discussão doméstica, em um ambiente fechado e no interior da própria residência da vítima.
Acusado confessou o crime
Logo depois de assassinar Gisele Maria, Pedro Rocha foi preso em flagrante e confessou ter praticado o crime brutal contra a ex-companheira, com quem viveu por três anos e estava separado há cerca de 15 dias, quando ocorreu o assassinato.
Em sede de interrogatório, ele afirmou que cometeu o assassinato após encontrar mensagens no celular de Gisele que indicavam que ela estava se relacionando com outra pessoa.
Na decisão, o magistrado ressaltou que não há razões para a rejeição da peça acusatória, razão pela qual tornou réu Pedro Rocha. “Ante o exposto, recebo a denúncia ajuizada pelo MP contra o réu Pedro Rocha Pereira e Farias, pela suposta prática do crime tipificado no art. 121-A, §1º, I, §2º, todos do Código Penal”, diz trecho da decisão.
Juiz manteve prisão do acusado
Na mesma decisão, o juiz destacou que não há fatos novos que possam ensejar o relaxamento ou a revogação da prisão preventiva, segundo o art. 316 do CPP, “decretada por decisão fundamentada nos artigos 312 e 313, a qual deve ser mantida em todos os seus termos”, acrescentou.
Rapidinhas
Morte de adolescente pode ter sido retaliação a assassinato na zona sul
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) já tem uma hipótese para o assassinato do adolescente identificado como Luís Gustavo Neves de Sousa, 17 anos, morto a tiros em via pública no bairro Promorar, zona sul de Teresina, nesse domingo (27).
O assassinato de Luís Gustavo pode ter ocorrido em retaliação a morte de outro jovem pertencente a um grupo rival.
Policial fazia segurança de empresário que seria assaltado na frente de agência do BB
O GP1 apurou que o alvo do assalto, que terminou com um segurança baleado na manhã dessa terça-feira (29), era um empresário que se dirigia para uma agência bancária na Avenida Carlos Jansen.
No entanto, em função da ação de um policial, que fazia a segurança privada do senhor, a empreitada criminosa não foi bem-sucedida e um segurança do local, acabou reagindo e foi baleado por um dos criminosos. Ele foi identificado como Ronaldo Otaviano e precisou ser internado no Hospital de Urgência de Teresina.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1