O Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ) indiciou um homem identificado como Sérgio Belo de Lira Macedo por crime de tentativa de feminicídio contra a companheira, Raiane do Nascimento Sousa, ocorrido na região do bairro Promorar, zona sul de Teresina, em 09 de junho deste ano.
O relatório do inquérito policial foi assinado pela delegada Nathália Figueiredo, no dia 1º de julho.
De acordo com a delegada Nathália Figueiredo, no dia 09 de junho, Sérgio Belo encaminhou Raiane do Nascimento para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar, alegando que ela havia sofrido um acidente doméstico. No entanto, quando a equipe de saúde examinou Raiane, levantou-se a suspeita de que ela pudesse ter sido agredida, em razão das lesões encontradas no corpo da vítima. “Os profissionais de atendimento perceberam que as lesões que ela apresentava não batiam com a informação que ele tinha repassado, inclusive, ela chegou desacordada”, contou a delegada.
Suspeito apresentou nome falso da paciente
No momento do registro de entrada na unidade de saúde, Sérgio Belo apresentou um nome falso para Rayane e a registrou como Gabriela. Tal atitude, bem como os indícios de que a companheira pudesse ter sido vítima de violência doméstica, fizeram com que os profissionais o proibissem de ele ter acesso a ela. “Um ponto que chamou atenção é que ele apresentou a paciente com um nome falso, em vez de Rayane ele disse que ela se chamava Gabriela. Então, diante da recusa de ele ter acesso à vítima, ele veio ao DHPP, na Delegacia de Desaparecidos, para registrar uma ocorrência de desaparecimento, sob a alegação de que teria a levado a UPA do Promorar e não teria mais tido acesso a ela e não sabia mais o paradeiro”, acrescentou Nathália Figueiredo.
Testemunhas relataram casos de violência doméstica
Com a oitiva de testemunhas, a Polícia Civil confirmou a suspeita de que Rayane vivia em um ciclo de violência doméstica e que Sérgio Belo era o principal suspeito. “Então esse caso chegou para a gente, com indicativo de feminicídio tentado. Nós ouvimos várias pessoas, parentes de Rayane e vizinhos, que relataram o histórico de violência sofrido pela vítima, inclusive, era muito comum ele agir de extrema violência com relação a ela. Diante de tudo isso, por fim, ouvindo uma testemunha que foi bastante importante, ela relatou que viu o Sérgio Belo levando Rayane para a UPA em condições precárias”, pontuou a delegada Nathália Figueiredo.
Prisão preventiva
Com o avanço das investigações, o Núcleo de Feminicídio reuniu provas e depoimentos de testemunhas, que robusteceram o inquérito, a ponto de a Justiça acatar o pedido da Polícia Civil e determinar a prisão preventiva de Sérgio Belo de Lyra Macedo. “Ele foi preso preventivamente e indiciado, naquele momento, por tentativa de feminicídio”, frisou.
Vítima acabou morrendo dias depois
Logo após a conclusão do inquérito policial, a delegada Nathália Figueiredo foi informada que Rayane do Nascimento acabou não resistindo e morreu no Hospital Natan Portela, razão pela qual, a autoridade policial encaminhou em autos complementares a informação da morte de Rayane para que o Ministério Público se manifestasse, no oferecimento da denúncia, pelo feminicídio consumado. “Logo após o relatório final, infelizmente, a Rayane evoluiu para óbito. A situação foi informada ao Ministério Público e nós acreditamos que, ao final, ele seja denunciado por feminicídio consumado. O inquérito foi bastante instruído, tivemos todo um cuidado e acreditamos que seja mantido o nosso entendimento de feminicídio consumado”, finalizou a delegada.
Rapidinhas
DHPP indicia grupo acusado de torturar e matar homem nos Três Andares
Quatro homens identificados como Michael Rodrigues de Freitas, Mateus Vinícius Ribeiro dos Santos, João Emanuel Fernandes de Sousa e seu irmão E. A. S. F. foram indiciados pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) por envolvimento no assassinato de Gustavo Soares Carvalho, ocorrido em 06 de março deste ano no bairro Três Andares, zona sul de Teresina.
Na ocasião, a vítima foi espancada até a morte e ainda teve o corpo queimado e jogado em um matagal às margens da Avenida Celso Pinheiro.
A investigação do DHPP concluiu que Gustavo Soares Carvalho estava em um baile de reggae, quando foi identificado pelos autores como morador de uma área de predominância do PCC, facção rival ao Bonde dos 40, ao qual os acusados pertenciam. Por esse motivo, ele foi arrancado do baile e passado por uma sessão de julgamento, que acarretou no assassinato frio e cruel de Gustavo Soares Carvalho.
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