O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP ) indiciou seis pessoas por homicídio qualificado (motivo fútil e emboscada) contra o estudante Alex Mariano Nascimento Moura , de 16 anos, assassinado dentro do Centro Educacional de Educação Profissional Residencial Esplanada, localizado no Loteamento Sete Estrelas, zona sul de Teresina, no último dia 14 de agosto deste ano.

De acordo com o presidente do inquérito, delegado Danúbio Dias, a trama do crime se deu completamente no dia 14 de agosto, data em que ocorreu o homicídio. Naquela manhã, horas antes da execução, a vitima havia passado por uma espécie de Tribunal do Crime, quando teve o aparelho celular tomado pelos demais colegas que estudavam na escola e integram a facção Bonde dos 40. Naquela ocasião, ao obter acesso a conteúdo que mostrava Alex ostentando uma arma de fogo da facção PCC, um dos envolvidos realizou uma ligação telefônica para o líder do Bonde dos 40 na região, que decretou a morte do estudante.

Foto: Reprodução/Instagram
Alex Mariano Nascimento Moura

“É importante deixar claro que tudo aconteceu no dia 14. Foi no dia 14 que esses indivíduos viram a foto [da vítima em suposto envolvimento com membros rivais]. Foi no dia 14 que eles souberam que a arma que a vítima exibia nessa foto circulava na mão de membros da facção rival desse grupo. E foi no dia 14, ainda pela manhã, que eles deliberaram pela morte da vítima, o que eles chamam, entre aspas, de Tribunal do Crime”, disse o delegado à Coluna.

Imagens auxiliaram a esclarecer a dinâmica do crime

O circuito fechado de monitoramento registrou a movimentação da vítima, que foi encaminhada até um local, no fundo da escola, por outras pessoas onde passou pela sessão do Tribunal do Crime. Após ser constato que a vítima supostamente fazia parte de um grupo rival, um dos estudantes que participava do Tribunal do Crime deixou a escola pulando o muro e, em seguida, retornou para o mesmo local, onde Alex Mariano acabou sendo executado a tiros.

“As imagens mostram isso de forma muito clara. O que foi preso na segunda-feira [Ítalo de Souza Brito] participou do interrogatório da vítima. O celular da vítima foi aberto pelo próprio Alex Mariano e entregue a um dos membros. Em seguida, esse membro mostrou o conteúdo do celular e depois que eles deliberaram, decidiram assassinar a vítima. O adolescente [atirador] saiu, às 10h40, pulou o muro para pegar a arma e 20 minutos depois o adolescente retornou, pulou o muro novamente e entrou no colégio. Nesse momento, que rapaz foi preso nessa segunda, que é quinto envolvido, foi até a sala onde a vítima estava e ele e mais dois escoltaram a vítima até o adolescente, que estava esperando a vítima armada. Ou seja, ele participou ativamente na execução do crime. Ele apenas não puxou o gatilho, mas participou na decisão de matar a vítima e levou a vítima para ser morta”, detalhou o delegado.

Um alvo encontra-se foragido

A Coluna está de posse das identificações de todos os indiciados, no entanto, vai preservar as informações a fim de não identificar demais diligências que ainda estão em andamento e visam chegar à prisão do último alvo envolvido no homicídio de Alex Mariano. Um mandado de prisão já foi representado contra o acusado e o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) deverá localizá-lo nos próximos dias.

Sem anúncio no momento

“O departamento trabalha para confirmar que a pessoa que recebeu a ligação do grupo é esse indivíduo, que já é foragido do DHPP.

Temos dois mandados de prisão contra ele, já que temos os executores, a investigação segue para identificar essa pessoa, para quem o atirador ligou”, finalizou Danúbio Dias.

Rapidinhas

Acusado de matar irmã advogada está foragido há quase seis meses

Adelaido Gomes Celestino, acusado de matar a tiros a própria irmã, a advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, está foragido há quase seis meses. O crime aconteceu em 3 de março na cidade de Paulistana, e chocou a população do município.

Segundo as investigações, Adelaido assassinou Valdenice com 10 disparos de arma de fogo por uma disputa por herança.

Foto: Reprodução
Adelaido Gomes e Valdenice Gomes

Mesmo foragido, o acusado foi indiciado pela Polícia Civil do Piauí. Os investigadores concluíram que o crime foi premeditado e que a vítima já vinha sendo monitorada pelo acusado.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1