O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ) indiciou a massagista Sabrina Grazielle Pereira Dourado por envolvimento no assassinato do ex-namorado, Alef Oliveira de Lima, morto com um disparo de arma de fogo no peito no último dia 21 de junho, no Conjunto Frei Damião, zona sudeste de Teresina. Além dela, Breno Ronald, apontado como o autor material do crime, também foi indiciado por homicídio qualificado.
O relatório de indiciamento foi assinado pelo delegado Bruno Ursulino, na última semana.
Os investigadores concluíram que Sabrina Grazielle discutiu com a vítima, com quem teve um relacionamento amoroso, um dia antes do crime e, nessa discussão, ela ameaçou atear fogo em Alef, dentro de casa, pelo fato de ela ter visto ele com outra mulher. Em função disso, Sabrina Grazielle convocou Breno para ‘dar um susto’ na vítima, que acabou sendo morta.
O delegado Bruno Ursulino falou à Coluna e detalhou a cronologia do crime: “o que a gente percebe é que a Sabrina queria de alguma forma se vingar do Alef. Inicialmente, a intenção dela era dar um susto nele, só que para isso ela chamou uma pessoa que é próxima a uma facção para que tomasse a frente dessa ação, de ‘dar o susto’. Em áudios que foram encontrados pela nossa equipe, a gente percebe que ela verbaliza a intenção de atear fogo em objetos, até na própria vítima. Houve esse contato entre ela e o executor que teve no local onde, primeiramente, ateou fogo na moto da vítima, saiu do local e depois retornou para efetuar um disparo, que tirou a vida do Alef”, explicou o delegado Bruno Ursulino.
Autor material confessou o crime
Trinta dias após o assassinato de Alef Oliveira, o DHPP conseguiu colocar as mãos em Breno Ronald. Em sede de depoimento, ele declinou que ateou fogo na motocicleta da vítima, deixou o local, retornou e atirou contra Alef Oliveira, porém, ressaltou que não tinha intenção de mata-lo.
“Ele próprio, no seu interrogatório, afirmou que ateou fogo e confessou, também, que quando efetuou o disparo, que atravessou o portão, ele não tinha intenção de matar. Mas é natural que um tiro vai atravessar o portão, com grande chance de atingir quem está no outro lado. Então, esse disparo acabou levando a vítima à morte. Ele ainda tentou encobrir inicialmente a Sabrina, mas a gente percebeu que a Sabrina e ele tiveram um diálogo no dia anterior e todas as conversas, da ameaça de atear fogo na moto, foram no dia anterior. Naturalmente, a gente verifica que não foi uma mera coincidência. Por isso, os dois vão responder pelo crime de homicídio qualificado e pelo crime de dano qualificado, tendo visto que atearam fogo na moto da vítima. Não obstante, ela vai responder, também, principalmente na questão do auxílio moral, porque ela o induziu, o instigou a tomar essa atitude na suposta desculpa de que seria apenas para assustar a vítima”, finalizou Bruno Ursulino.
Rapidinhas
Zanatta vai representar pela preventiva de motorista que matou 3 pessoas em acidente
Em posse da qualificação do motorista da Pajero, que provocou um grave acidente, que deixou três pessoas mortas na noite da última sexta-feira (01), no cruzamento das avenidas Barão de Castelo Branco e Gil Martins, o delegado Matheus Zanatta representou pela prisão preventiva do condutor que se evadiu do local da colisão, sem prestar qualquer tipo de socorro às vítimas.
A determinação para que Matheus Zanatta tomasse a frente das investigações foi do secretário de Segurança Pública, Chico Lucas, que tem combatido maior enfrentamento às mortes no trânsito, sobretudo, na capital.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1