A Justiça determinou a prisão preventiva de Herleson de Sousa , acusado de assassinar a própria prima, Taina da Silva Sousa , dentro de um apartamento no residencial Torquato Neto, zona sul de Teresina, em julho deste ano. A decisão foi assinada nessa segunda-feira (15), pelo juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Valdemir Ferreira Santos .
A delegada Nathália Figueiredo , titular do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu o relatório de indiciamento de Herleson de Sousa por crime de feminicídio, com as qualificadoras de meio cruel e recurso que impossibilitou defesa da vítima.
Conforme a autoridade policial, o laudo cadavérico emitido pelo Instituto de Medicina Legal (IML) constatou que a vítima foi morta por esganadura, descartando qualquer possibilidade de suicídio, razão pela qual ele também foi indiciado pelo crime de fraude processual.
“No corpo dela, na região da boca, foram encontrados comprimidos, então a gente visualizou a possibilidade de suicídio, mas o laudo cadavérico nos trouxe que ela não ingeriu esses comprimidos, não foi encontrado nada na região do estômago e ela apresentava uma lesão no pescoço, indicativo de esganadura. Herleson foi submetido ao exame de DNA, porque foi encontrado material genético nas unhas da vítima, muito característico numa situação de defesa num contexto de violência. E esse exame deu positivo”, relatou a delegada.
Além disso, o acusado também foi indiciado pelo crime de fraude processual, por ter tentado forjar uma cena de suicídio.
Confessou o crime
No relatório de indiciamento, a delegada Nathália Figueiredo ressaltou que Herleson de Sousa confessou ter praticado o crime em razão de uma discussão entre ele e Taina da Silva Sousa, embora não tenha relatado o que motivou o desentendimento.
Em razão dos elementos de provas levantados durante a investigação e a autoridade policial representou pela conversão da prisão temporária em preventiva, que foi cumprida na Cadeia Pública de Altos, nessa terça-feira (16).
Rapidinhas
DHPP faz buscas para prender dois acusados de matar metalúrgico
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) chegou à terceira pessoa envolvida no assassinato de Ronalti Carlos Fernandes da Silva dentro de uma metalúrgica, na região do bairro Alto da Ressurreição, zona sudeste de Teresina, no último dia 28 de julho.
Conforme o delegado Bruno Ursulino, pelo menos outras duas pessoas já estão identificadas e ainda restam serem presos. “A gente sabe que mais pessoas serão presas. Então nós queremos que todos ou, pelo menos o máximo possível, possam estar sendo colocados à disposição da Justiça e respondendo pelo crime grave que cometeram”, pontuou o delegado Bruno Ursulino.
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