O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP ) solicitou à Justiça a prorrogação da prisão temporária dos acusados de envolvimento no assassinato do trabalhador Francisco Pereira da Rocha, morto por engano em 13 de janeiro, na zona rural de José de Freitas. O pedido foi protocolado nessa terça-feira (24) pelo delegado Bruno Ursulino.

São eles, Francisco Douglas Alves da Silva, conhecido como “Bigodinho”, apontado como piloto da motocicleta utilizada na ação criminosa; Jefferson Willyam da Silva Santiago, que estava na garupa da moto e, segundo a investigação, teria uma dívida relacionada a um leitão com o suposto mandante do crime e Francisco Cláudio Alves da Silva, apontado como o “olheiro”, responsável por levantar informações sobre a rotina da vítima e repassá-la aos executores.

À Coluna, o delegado Bruno Ursulino, do DHPP, afirmou que o inquérito está em fase avançada e que não há mais dúvidas quanto à autoria do crime. “O inquérito se encontra bem encaminhado. Em relação à autoria, não temos mais nenhuma dúvida. Ela está bem delineada, inclusive nos interrogatórios dos suspeitos que foram presos. Eles confessam”, afirmou.

Foto: Alef Leão/GP1
Delegado Bruno Ursulino

Segundo o delegado, apenas um dos investigados (Francisco Cláudio Alves da Silva) tentou minimizar sua participação, mas teria dado indícios de envolvimento ao longo do depoimento. De acordo com a polícia, ele é responsável por indicar a localização da vítima aos executores, que se deslocaram até a zona rural para cometer o homicídio.

Os demais interrogados confirmaram que o suspeito estava nas proximidades da vítima e teria dado o sinal para que os atiradores fossem até o local exato onde o trabalhador se encontrava.

Foto: Lucas Dias/GP1
Suspeitos de matar trabalhador em José de Freitas

Pedido de prorrogação

A prisão dos suspeitos é temporária e o DHPP já solicitou a prorrogação do prazo para aprofundar as investigações.

Sem anúncio no momento

De acordo com o delegado Bruno Ursulino, durante o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão, foram recolhidos novos elementos importantes para o caso. “Conseguimos arrecadar outros elementos de informação, dentre eles aparelhos celulares e também uma das armas utilizadas no crime. Estamos aguardando a perícia nesses celulares e também na arma para enriquecer o inquérito e robustecer a questão da autoria”, explicou o delegado Bruno Ursulino.

A polícia aguarda agora os laudos periciais para fortalecer o conjunto probatório que será encaminhado ao Ministério Público.

Condutas individualizadas

O delegado destacou ainda que as condutas dos envolvidos já estão individualizadas. “A conduta já está plenamente individualizada. Conseguimos determinar quem foi o piloto, quem era o garupa e quem fez o levantamento da vítima para direcionar os executores”, concluiu o delegado.

Segundo a investigação: Francisco Douglas Alves da Silva (Bigodinho) pilotava a motocicleta e confessou ter efetuado disparos contra a vítima. Ele também afirmou que a arma apreendida foi a que utilizou no dia do crime: Jefferson Willyam da Silva Santiago, que estava na garupa, também confirmou ter atirado contra o trabalhador e disse ter usado um revólver calibre 38; Francisco Cláudio Alves da Silva teria realizado o levantamento da rotina da vítima e indicado o momento exato para a execução.

O caso segue sob investigação do DHPP, que aguarda a conclusão das perícias para finalizar o inquérito e encaminhar o relatório ao Ministério Público.

Rapidinhas

Delegado Eduardo Aquino assume o 22º DP e promete “sacudir” a criminalidade na Santa Maria da Codipi

Reconhecido pelo trabalho nas delegacias por onde passou, o delegado Eduardo Aquino vai assumir o comando do 22º Distrito Policial, responsável pela região da Grande Santa Maria da Codipi, em Teresina. A nova missão começa oficialmente na próxima segunda-feira (02).

Com passagens por unidades estratégicas da Polícia Civil, como a Delegacia de Parnaíba, a DEPRE (Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes), a DECAP e o DRACO (Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), Aquino chega ao 22º DP com a promessa de intensificar o combate à criminalidade na zona norte da capital.

Foto: GP1
Delegado Eduardo Aquino

A tônica, segundo interlocutores da segurança pública, é clara: “sacudir a bandidagem” na Santa Maria da Codipi, reforçando ações de investigação, cumprimento de mandados e operações integradas.

Planejamento estratégico

Antes de assumir oficialmente o posto, Eduardo Aquino participou de reunião com o delegado Matheus Zanatta, ocasião em que foram definidas equipes, traçadas metas e alinhadas estratégias para os próximos meses.

A expectativa é de que a nova gestão priorize o enfrentamento aos crimes patrimoniais, tráfico de drogas, além de fortalecer a presença da Polícia Civil junto à comunidade.

Com perfil operacional e histórico de atuação em unidades especializadas, Eduardo Aquino assume o 22º DP com a missão de reforçar a sensação de segurança e dar respostas rápidas às demandas da população da Grande Santa Maria da Codipi.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1