O Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ) encerrou o inquérito policial que investiga a morte de Jaqueline Lima de Araújo , de 29 anos, vítima de uma bala perdida durante uma tentativa de assalto registrada na BR-316, na zona sul de Teresina, no dia 29 de dezembro de 2025. No relatório final, a delegada Nathália Figueiredo indiciou Luis Augusto Pessoa Sousa e João Henrique dos Santos Lima por crime de latrocínio.
As investigações foram iniciadas com a apreensão de uma motocicleta e um simulacro de arma de fogo encontrados próximos ao local onde a vítima foi atingida. Com a localização do proprietário, o DHPP realizou a oitiva, ocasião em que o dono da moto afirmou que não estava utilizando o veículo no momento do crime, mas sim seu filho. A partir dessa informação, a equipe policial solicitou imagens do Sistema de Policiamento por Inteligência Artificial (SPIA), que possibilitaram a identificação de dois indivíduos na motocicleta, Luis Augusto Pessoa Sousa e João Henrique dos Santos Lima.
Segundo a delegada, ao comparar as imagens com as características do filho do proprietário, foi constatada semelhança com os suspeitos. Além disso, o próprio pai informou em depoimento que o filho teria dito que “perdeu a moto” durante uma reação, o que reforçou a linha investigativa de que os suspeitos estariam praticando assaltos na região.
Com o avanço das investigações, a polícia cumpriu mandado contra Luiz Augusto, em 09 de janeiro, ocasião em que apreendeu o aparelho celular dele. De posse da autorização judicial para análise e extração de dados do dispositivo, os policiais conseguiram identificar, sem dúvidas, o segundo envolvido, João Henrique.
Apesar de os suspeitos alegarem que portavam apenas um simulacro de arma de fogo e que uma terceira pessoa teria reagido, a polícia identificou contradições nos depoimentos. “Eles entram em contradição com relação às características desse terceiro envolvido. Não faz sentido a informação de que estariam apenas com simulacro, especialmente porque um deles teria dito que iriam realizar uma cobrança. Não é coerente fazer isso apenas com ameaça de um simulacro”, destacou Nathália Figueiredo.
Microcomparação balística
A delegada também informou que foi realizada microcomparação balística para chegar até o armamento utilizado no crime. “Com simulacro não tem como, porque é um simulacro, mas já foi feita microcomparação balística de uma pessoa apontada por eles. O resultado deu negativo, e essa pessoa conseguiu comprovar que não estava no local”, concluiu a delegada Nathália Figueiredo.
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