As buscas por Adelaido Gomes Celestino , acusado de assassinar a própria irmã, a advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, no município de Paulistana-PI, completaram um ano e um mês em abril deste ano. Passado todo esse tempo, até o momento, as forças de Segurança Pública do Piauí não conseguiram localizá-lo.
As investigações da Polícia Civil do Piauí apontam que Valdenice foi vítima de uma emboscada e morta com diversos disparos de arma de fogo, principalmente na região do pescoço. Ela retornava de uma visita à sua propriedade rural, onde havia ido consertar uma cerca frequentemente danificada por Adelaido, quando foi surpreendida. No momento do crime, a advogada estava acompanhada de uma irmã e do neto.
Durante o inquérito policial, testemunhas relataram que a vítima vinha sofrendo ameaças constantes de irmãos, que não aceitavam sua atuação como inventariante no processo de partilha das terras da família. Familiares também entregaram à polícia áudios e mensagens atribuídas a Narciso Gomes Celestino, outro irmão da vítima, com declarações como: “isso não se resolve na Justiça, mas sim na bala”.
Filho e irmão do acusado foram presos
Segundo a Polícia Civil, Gabriel Celestino, filho de Adelaido, teve participação direta na fuga do pai. Ele foi visto em uma motocicleta nas proximidades do local do crime e, ainda no mesmo dia, em outro município, vestindo roupas semelhantes às descritas por testemunhas.
Relatórios técnicos indicam que o celular de Gabriel estava conectado ao mesmo ponto de internet utilizado por Adelaido na localidade do crime, o que contradiz o depoimento prestado à polícia.
Já Narciso Celestino, irmão de Adelaido, é apontado como o responsável por instigar o crime. Há indícios de que ele teria pressionado o irmão por meio de mensagens, cobrando uma “solução” para o conflito com Valdenice. A polícia investiga, ainda, se Narciso foi responsável pelo envio da arma utilizada no homicídio, o que reforçaria seu possível envolvimento no planejamento do crime.
O desaparecimento do celular da vítima também é alvo da investigação. A principal hipótese é de que o aparelho tenha sido destruído ou ocultado, possivelmente pelos próprios investigados, como forma de eliminar provas.
Equipes da Polícia Civil trabalham com diversas hipóteses, incluindo a possibilidade de que ele esteja fora do país.
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