Os postos de combustíveis interditados durante a operação deflagrada nessa terça-feira (21) pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) permanecerão com as atividades suspensas pelo prazo inicial de 10 dias. A informação foi confirmada à Coluna pelo superintendente de Operações Integradas (SOI) da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta .
A operação interestadual teve como objetivo investigar supostas fraudes praticadas no setor de combustíveis e cumpriu 23 mandados de busca e apreensão nos estados do Piauí, Bahia e São Paulo. No Piauí, dez estabelecimentos foram interditados durante a ação, oito deles em Teresina, conforme a lista seguir:
Relação dos postos interditados
Teresina
Divino Petróleo Ltda. – Avenida Industrial Gil Martins, nº 3.220, bairro Três Andares;
Posto Mais – Avenida Henry Wall de Carvalho, nº 6.075, bairro Lourival Parente;
Posto Macaúba Ltda. – Avenida Miguel Rosa, nº 5.635, bairro Macaúba;
Auto Posto Express Ltda. – Avenida Barão de Castelo Branco, nº 1.889, bairro Cristo Rei;
Auto Posto Nitro Ltda. – Avenida Odilon Araújo, nº 1.610, bairro Cidade Nova;
Soferro Combustíveis I – Avenida Doutor Josué Moura Santos, nº 725, bairro Aroeiras;
Auto Posto Alpha Ltda. – Rua Professor Pires Gayoso, nº 1.141, bairro São João;
Viva Petróleo Ltda. – Avenida Santos Dumont, nº 491, bairro Pirajá.
Parnaíba
Posto Costa do Dendê 75 – Avenida Doutor João Silva Filho, nº 4.617.
Capitão de Campos
Auto Posto Ignite Ltda. – Avenida Santos Dumont, nº 378, Centro.
Segundo o delegado Matheus Zanatta, o prazo de suspensão das atividades foi estabelecido para permitir a realização de análises técnicas e a continuidade das investigações envolvendo os postos alvos da operação.
As diligências foram coordenadas pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) e pela Delegacia Especializada de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo (DECCOTERC), com participação de diversos órgãos de fiscalização.
Entre os pontos apurados pelas equipes estão possíveis irregularidades relacionadas à comercialização de combustíveis, práticas contra as relações de consumo e eventuais crimes de natureza tributária e econômica, como a “bomba baixa”.
Durante a operação, foram cumpridos mandados em Teresina, Parnaíba e Capitão de Campos, além de diligências realizadas nos estados de São Paulo e Bahia.
Rapidinhas
Com funciona a “bomba baixa”
A “bomba baixa” em um posto de combustível ocorre quando a bomba medidora libera uma quantidade de combustível menor do que a indicada no visor, dessa forma, o consumidor paga por um volume e recebe menos litros do que deveria.
Quando há uma bomba baixa, significa que existe uma diferença entre o volume registrado no painel e a quantidade real entregue ao veículo. Por exemplo: a bomba indica que foram abastecidos 20 litros, mas, na prática, o tanque recebe uma quantidade inferior.
Postos Nitro voltam a ser alvo de fiscalização
O Posto Nitro, na zona sul de Teresina, voltou a ser alvo de uma operação integrada de fiscalização contra fraudes em combustíveis. Segundo o superintendente de Proteção e Defesa do Consumidor (Sudecon), Júnior Macêdo, o estabelecimento já acumula diversas autuações por irregularidades.
Histórico de autuações preocupa
De acordo com Júnior Macêdo, alguns postos fiscalizados já foram autuados repetidas vezes, sem interromper as práticas irregulares. "Tem postos que já foram autuados três, quatro, cinco e até seis vezes. Mesmo após as autuações, continuaram praticando as irregularidades", afirmou.
Fiscalização encontrou 'bomba baixa' novamente
Durante a nova operação deflagrada nessa terça-feira (20), os fiscais identificaram novamente casos de "bomba baixa", fraude em que o consumidor paga por uma quantidade de combustível maior do que a efetivamente abastecida. Em alguns casos, o prejuízo chegava a quase dois litros a cada 20 litros abastecidos.
Fraude supera limite permitido
A legislação admite uma variação máxima de 100 mililitros para mais ou para menos a cada 20 litros de combustível. Segundo a fiscalização, os desvios encontrados estavam muito acima desse limite, causando prejuízo direto aos consumidores.
DHPP pede prisão preventiva de suspeitos de matar adolescente na Vila Cristalina
Os três suspeitos presos em flagrante pela morte do adolescente Petrus Kauan, 17 anos, na Vila Cristalina, zona norte de Teresina, podem permanecer presos por tempo indeterminado. O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) representou à Justiça pela conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas.
Segundo o delegado Natan Cardoso, o pedido foi fundamentado diante da gravidade do crime e na suposta participação dos investigados em uma organização criminosa. Os três permanecem custodiados e à disposição da Justiça, que deverá analisar o pedido de prisão preventiva nos próximos dias.
As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do homicídio e a participação de cada um dos envolvidos no crime. De acordo com o DHPP, a medida busca garantir a ordem pública, evitar interferências na investigação e impedir que os suspeitos voltem a cometer crimes enquanto o inquérito é concluído.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1