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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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A ciência já confirmou: reclamar adoece e gratidão cura

Quando uma pessoa vive em constante estado de queixa, o organismo permanece em alerta permanente.

A ciência já não tem dúvidas: cultivar hábitos como agradecer, rezar, valorizar o que vai bem na vida e diminuir o excesso de reclamações está associado a mais saúde, maior longevidade e melhor qualidade de vida. Não se trata de misticismo — mas de efeitos fisiológicos profundos sobre o corpo e o cérebro.

Quando uma pessoa vive em constante estado de queixa, tensão e pensamento negativo, o organismo permanece em alerta permanente. Esse padrão aumenta os níveis de cortisol, eleva a pressão arterial, piora o sono, favorece inflamações e enfraquece o sistema imunológico. Com o tempo, esse estado crônico de estresse aumenta o risco de doenças cardiovasculares, depressão, ansiedade e envelhecimento precoce.

Foto: Demóstenes RibeiroProfessor Demóstenes Ribeiro
Professor Demóstenes Ribeiro

Por outro lado, estudos em neurociência e psicologia mostram que práticas de gratidão e espiritualidade — incluindo a oração — ativam áreas do cérebro ligadas ao bem-estar emocional, à empatia e ao autocontrole. Pessoas que reservam alguns minutos do dia para agradecer, refletir, meditar ou rezar apresentam menor nível de estresse, batimentos cardíacos mais estáveis, melhor controle da glicose, sono de melhor qualidade e maior resiliência emocional.

Pesquisas também demonstram que indivíduos que cultivam gratidão tendem a ter relações sociais mais fortes, sentem mais propósito de vida e se recuperam melhor de situações difíceis. Isso cria um círculo virtuoso: emoções mais equilibradas, hábitos mais saudáveis, menos adoecimento — e, como consequência, maior expectativa e qualidade de vida.

Isso não significa “ignorar os problemas” ou viver em negação. Significa mudar o foco: em vez de reclamar o tempo todo, reconhecer o que funciona, agradecer o que se tem e buscar soluções com serenidade.

Rezar, agradecer, respirar com calma, conversar com Deus ou simplesmente silenciar por alguns minutos — cada pessoa encontra sua forma. O que importa é cultivar a mente para que o corpo responda melhor. Reclamar adoece. A gratidão fortalece.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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