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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Uso de anabolizantes: quando músculos vêm acompanhados de agressividade

Quando a busca pelo corpo perfeito ultrapassa o limite da saúde e ética, o resultado pode ser devastador.

Os chamados “anabolizantes de heróis” — esteróides anabolizantes usados por alguns para acelerar o ganho de massa muscular — têm uma lista extensa de efeitos adversos. Entre eles, um dos mais preocupantes é o aumento da agressividade, fenômeno conhecido no meio científico como roid rage. Essas substâncias alteram o equilíbrio químico do cérebro, especialmente em áreas relacionadas ao controle das emoções e impulsos, levando a reações desproporcionais e, muitas vezes, violentas.

Infelizmente, não é raro que essa agressividade ultrapasse o ambiente da academia e se manifeste em episódios de extrema violência. Casos recentes chocaram o país: um praticante de musculação que, em um elevador, agrediu brutalmente a namorada com mais de 60 socos; e, mais recentemente, um fisiculturista que matou um gari após uma discussão no trânsito. Embora não se possa afirmar com 100% de certeza que o uso de anabolizantes esteve presente em cada caso, o padrão de comportamento observado em muitos usuários dessas drogas aponta para uma possível ligação.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes RibeiroUso de anabolizantes: Quando músculos vêm acompanhados de agressividade
Uso de anabolizantes: Quando músculos vêm acompanhados de agressividade

Vale lembrar que o problema não é a musculação — pelo contrário, o treino com pesos é uma das atividades mais benéficas para a saúde física e mental. O perigo está no atalho perigoso dos anabolizantes. Além dos riscos físicos como problemas cardíacos, lesões hepáticas e desequilíbrios hormonais, essas substâncias podem transformar a personalidade, amplificando impulsos agressivos e reduzindo a capacidade de autocontrole.

Quando a busca pelo corpo perfeito ultrapassa o limite da saúde e da ética, o resultado pode ser devastador — para o próprio usuário e para todos ao seu redor. Por isso, é essencial que se fale mais sobre os riscos reais desses “atalhos” e se incentive a musculação de forma segura, natural e responsável.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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