A musculação, quando devidamente orientada por um profissional de Educação Física, pode ser uma ferramenta fundamental no tratamento do paciente oncológico. Durante o tratamento do câncer, é comum que o corpo sofra com a perda de massa muscular, fadiga intensa, queda da imunidade e alterações hormonais — efeitos que comprometem não apenas a força física, mas também a autoestima e a qualidade de vida.

Ao incluir a musculação como parte do plano terapêutico, é possível minimizar esses efeitos. O estímulo do treino resistido ajuda a preservar e até recuperar a massa muscular, melhora a circulação sanguínea, regula o metabolismo e reduz o estado inflamatório do organismo. Além disso, há evidências científicas mostrando que a prática regular de exercícios com pesos pode contribuir para a melhora da resposta imunológica e até aumentar a eficácia dos tratamentos quimioterápicos.

Outro ponto importante é o impacto psicológico: pacientes que praticam musculação relatam menos sintomas de ansiedade, depressão e fadiga, além de uma sensação maior de controle sobre o próprio corpo e sobre o processo de recuperação.

Portanto, a musculação, com a devida adaptação à condição clínica e supervisão adequada, não é apenas segura — é uma forte aliada no enfrentamento do câncer, promovendo força, esperança e qualidade de vida.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1