O sedentarismo é hoje um dos maiores inimigos da saúde pública, responsável pelo aumento de doenças como diabetes, hipertensão e depressão. A questão é que muitas prefeituras alegam não ter recursos para grandes investimentos em esporte e lazer. Mas a verdade é que não é preciso gastar fortunas para incentivar a população a se movimentar.

Existem alternativas de baixo custo que podem transformar a rotina das cidades e melhorar o padrão de saúde da população. Entre elas:

- Parcerias com escolas e associações locais: utilizar espaços já existentes, como quadras escolares e ginásios comunitários, para atividades abertas ao público fora do horário escolar.

Foto: Demóstenes Ribeiro
Professor Demóstenes Ribeiro

- Programas de caminhada orientada: contratar profissionais de Educação Física, mesmo em carga horária reduzida, para coordenar grupos de caminhada em praças e avenidas.

- Eventos semanais gratuitos: como fechamento de ruas aos domingos, criando espaços seguros para pedalar, caminhar e correr.

- Aulas coletivas ao ar livre: ginástica, dança, capoterapia, alongamento ou mesmo atividades funcionais podem ser organizadas sem necessidade de grandes equipamentos.

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- Campanhas educativas permanentes: uso das redes sociais e rádios locais para lembrar a população da importância de pequenas mudanças, como trocar o elevador pela escada ou ir a pé ao mercado.

Ou seja, não é a falta de dinheiro o maior obstáculo, mas sim a falta de criatividade e vontade política. Quando a prefeitura promove movimento, ela investe na prevenção de doenças, reduz gastos futuros com saúde e oferece mais qualidade de vida à população.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1