Pouca gente percebe, mas existe uma relação direta entre a força muscular de um idoso e a ocupação de leitos hospitalares. E ela é simples: quanto mais fraco o idoso, maior a chance de hospitalização. Quanto mais forte, menor o risco de adoecer, cair, fraturar e depender do sistema de saúde.

A musculação terapêutica, quando bem orientada, não é estética, não é luxo e não é modismo. É uma intervenção de saúde pública. Cada idoso que treina força regularmente representa menos quedas, menos fraturas, menos internações, menos cirurgias e menos dependência.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes Ribeiro
Dona Graça Franco faz musculação terapêutica com o professor Demóstenes Ribeiro

O envelhecimento natural provoca perda de massa muscular e força, fenômeno conhecido como sarcopenia. Essa perda não é apenas estética. Ela compromete o equilíbrio, a marcha, a capacidade de levantar da cadeira, subir escadas e até respirar adequadamente.

O resultado?

Mais quedas
Mais fraturas de fêmur
Mais internações prolongadas
Mais perda de autonomia
Mais institucionalização

Uma fratura de fêmur, por exemplo, pode custar dezenas de milhares de reais ao sistema de saúde e muitas vezes marca o início de uma cascata de complicações que levam à perda definitiva da independência.

A musculação terapêutica atua exatamente na raiz do problema: a fraqueza muscular.

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Ela melhora:

Força e potência muscular
Equilíbrio e marcha
Densidade óssea
Controle glicêmico
Pressão arterial
Função cognitiva
Humor e qualidade de vida

Estudos mostram que idosos fisicamente ativos têm menos hospitalizações, menor tempo de internação e menor mortalidade por diversas causas. Treinar força é uma vacina contra a dependência funcional.

Quando um idoso permanece forte, ele continua andando, tomando banho sozinho, viajando, convivendo com a família e participando da sociedade. Ele não ocupa leitos, não sobrecarrega o SUS e não se torna refém de cuidadores.

Por isso, a musculação terapêutica não deve ser vista como atividade recreativa. Ela é uma estratégia de economia em saúde. Investir em programas de fortalecimento muscular para idosos custa infinitamente menos do que manter leitos hospitalares ocupados por quedas e doenças crônicas agravadas pelo sedentarismo.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1