Depois de uma noite inteira de jejum, seu organismo está naturalmente mais sensível à ação da insulina. Quando a primeira refeição do dia é um alimento rico em açúcar, como bolos, biscoitos, refrigerantes, sucos açucarados ou doces, ocorre uma rápida elevação da glicose no sangue.

Para controlar esse aumento, o pâncreas libera uma grande quantidade de insulina. Em muitas pessoas, isso pode ser seguido por uma queda relativamente rápida da glicemia, o que favorece o reaparecimento da fome em pouco tempo, além de sonolência, cansaço e maior vontade de consumir mais alimentos doces ao longo do dia.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes Ribeiro
O pior jeito de começar o dia é quebrar o jejum com doce: entenda

Quando esse hábito se repete diariamente por anos, pode contribuir para ganho de peso, aumento da gordura abdominal, piora da resistência à insulina e maior risco de desenvolver doenças como Diabetes tipo 2, além de favorecer alterações cardiovasculares, especialmente quando associado a uma alimentação de baixa qualidade e ao sedentarismo.

Uma forma mais saudável de quebrar o jejum é priorizar alimentos que forneçam proteínas, fibras e gorduras saudáveis, como ovos, iogurte natural sem açúcar, queijos, frutas inteiras, aveia e oleaginosas. Essa combinação promove uma absorção mais lenta dos carboidratos, prolonga a saciedade e ajuda a manter os níveis de glicose mais estáveis.

O problema não é comer um doce ocasionalmente. O maior risco está em transformar o açúcar na primeira fonte de energia do dia, todos os dias. Pequenas escolhas feitas logo pela manhã podem influenciar seu apetite, sua disposição e sua saúde metabólica durante todo o restante do dia.

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*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1