Depois de uma noite inteira de jejum, seu organismo está naturalmente mais sensível à ação da insulina. Quando a primeira refeição do dia é um alimento rico em açúcar, como bolos, biscoitos, refrigerantes, sucos açucarados ou doces, ocorre uma rápida elevação da glicose no sangue.
Para controlar esse aumento, o pâncreas libera uma grande quantidade de insulina. Em muitas pessoas, isso pode ser seguido por uma queda relativamente rápida da glicemia, o que favorece o reaparecimento da fome em pouco tempo, além de sonolência, cansaço e maior vontade de consumir mais alimentos doces ao longo do dia.
Quando esse hábito se repete diariamente por anos, pode contribuir para ganho de peso, aumento da gordura abdominal, piora da resistência à insulina e maior risco de desenvolver doenças como Diabetes tipo 2, além de favorecer alterações cardiovasculares, especialmente quando associado a uma alimentação de baixa qualidade e ao sedentarismo.
Uma forma mais saudável de quebrar o jejum é priorizar alimentos que forneçam proteínas, fibras e gorduras saudáveis, como ovos, iogurte natural sem açúcar, queijos, frutas inteiras, aveia e oleaginosas. Essa combinação promove uma absorção mais lenta dos carboidratos, prolonga a saciedade e ajuda a manter os níveis de glicose mais estáveis.
O problema não é comer um doce ocasionalmente. O maior risco está em transformar o açúcar na primeira fonte de energia do dia, todos os dias. Pequenas escolhas feitas logo pela manhã podem influenciar seu apetite, sua disposição e sua saúde metabólica durante todo o restante do dia.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1