Muitas pessoas têm a sensação de que o sistema prefere uma população pobre, doente, alienada e sem senso crítico. Embora essa afirmação possa parecer exagerada, ela levanta uma reflexão importante: uma sociedade formada por cidadãos bem informados, saudáveis e independentes tende a questionar mais, exigir mais e participar mais das decisões que afetam sua vida.
Uma população com baixo nível de educação tem mais dificuldade para analisar informações, identificar manipulações e cobrar melhores políticas públicas. Da mesma forma, pessoas que vivem em constante dificuldade financeira acabam dedicando a maior parte de sua energia apenas à sobrevivência, sobrando pouco tempo para participar da vida política, buscar qualificação ou lutar por mudanças.
A questão da saúde também merece atenção. O aumento do sedentarismo, da obesidade, das doenças crônicas e dos transtornos mentais gera uma população mais dependente de medicamentos, tratamentos e serviços de saúde. Uma pessoa saudável, fisicamente ativa e com boa qualidade de vida possui mais autonomia, produtividade e capacidade de decisão.
Além disso, o excesso de entretenimento superficial e o uso descontrolado das telas podem contribuir para a distração permanente. Quando as pessoas passam horas consumindo conteúdos sem reflexão, acabam dedicando menos tempo à leitura, ao aprendizado e ao desenvolvimento pessoal.
Por isso, independentemente de existir ou não uma intenção organizada por trás desses fenômenos, a melhor forma de enfrentar esse cenário é investir em educação, leitura, atividade física, alimentação de qualidade e pensamento crítico. Quanto mais conhecimento, saúde e autonomia uma pessoa possui, menor é a chance de ser manipulada e maior é sua capacidade de construir o próprio destino.
Uma sociedade forte é formada por cidadãos fortes. E cidadãos fortes são aqueles que pensam por conta própria, cuidam da saúde, buscam conhecimento e não aceitam passivamente tudo o que lhes é apresentado.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1