Durante muitos anos, acreditamos que a melhor forma de preservar o cérebro era apenas mantê-lo "ocupado" com leituras, jogos de lógica e palavras cruzadas. Essas atividades têm seu valor, mas um número crescente de estudos mostra que existe uma estratégia ainda mais poderosa: fortalecer os músculos das pernas.

As pernas abrigam os maiores músculos do corpo. Quando eles são exigidos por exercícios de força, como a musculação, ocorre uma verdadeira "conversa" entre músculos e cérebro. Os músculos liberam substâncias chamadas miocinas, que estimulam a formação de novas conexões entre os neurônios, reduzem inflamações, melhoram a circulação cerebral e ajudam a preservar a memória e as funções cognitivas.

Foto: Divulgação/Demóstenes
Exercício de pernas

Além disso, pessoas com maior força nas pernas costumam apresentar melhor equilíbrio, caminham com mais segurança, sofrem menos quedas e permanecem fisicamente ativas por mais tempo. Tudo isso está associado a um menor risco de declínio cognitivo e de demências.

Em outras palavras, um treino de agachamentos pode fazer mais pelo seu cérebro do que horas resolvendo palavras cruzadas, especialmente quando o objetivo é preservar a saúde cerebral ao longo do envelhecimento.

Ler continua sendo importante. Estimular a mente também. Mas, se você realmente deseja proteger o cérebro, não basta exercitar apenas os neurônios. É preciso exercitar os músculos — principalmente os das pernas.

Quem fortalece as pernas não está apenas investindo na mobilidade e autonomia. Está investindo na memória, na independência e na saúde do cérebro.

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*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1