Imagine se existisse um medicamento capaz de reduzir a pressão arterial, controlar a glicemia, diminuir o colesterol, fortalecer os ossos, preservar a massa muscular, melhorar o sono, combater a ansiedade, reduzir os sintomas da depressão e ainda diminuir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de câncer e demências. Esse medicamento seria o mais prescrito do mundo.
Mas ele já existe. Chama-se atividade física.
Se praticada de forma regular, qualquer modalidade de atividade física pode reduzir significativamente a necessidade de diversos medicamentos, porque atua na raiz de muitas doenças crônicas, em vez de apenas controlar seus sintomas.
Isso não significa abandonar remédios por conta própria. Significa compreender que um estilo de vida ativo pode prevenir doenças, retardar sua evolução e, sempre com acompanhamento médico, contribuir para reduzir a dependência de medicamentos em muitos casos.
Infelizmente, nossa sociedade ainda valoriza mais a receita da farmácia do que a receita do movimento. Esperamos a doença aparecer para depois tratá-la, quando poderíamos investir diariamente na prevenção.
Cada caminhada, cada sessão de musculação, cada pedalada, cada aula de dança ou de pilates é um investimento na sua saúde. O corpo foi feito para se mover. E, muitas vezes, é exatamente esse movimento que evita que a próxima receita médica tenha mais um medicamento.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1