O prefeito de Rio Grande do Piauí, Antônio Luís (PSD), transformou a administração municipal em um verdadeiro negócio de família. Suas duas filhas e dois irmãos ocupam as principais secretarias da cidade, gerando questionamentos sobre nepotismo e qualificação técnica. Camila Feitosa da Costa acumula dois cargos: é vice-prefeita e também Secretária Municipal de Saúde. Sua irmã Karen Feitosa da Costa comanda a Secretaria de Assistência Social. Completam o time familiar os irmãos do prefeito: Marlon da Costa Feitosa na Secretaria de Administração e Valdimiro da Costa Feitosa nas Finanças.
A prática é tecnicamente legal. O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2008 que nepotismo é permitido para cargos de natureza política, como secretários municipais. Porém, especialistas alertam que mesmo nesses casos é obrigatório comprovar qualificação técnica dos nomeados.
O problema vai além da legalidade. A concentração de poder em uma única família levanta questões sobre impessoalidade e moralidade na administração pública. Também limita oportunidades para outros profissionais qualificados da região.
Rio Grande do Piauí não é caso isolado. Outras cidades do Piauí apresentam situações similares, sugerindo um padrão preocupante de "feudalismo municipal" que merece atenção dos órgãos de controle.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1