Desde os primeiros casos de intoxicação por bebidas alcoólicas falsificadas em São Paulo, o metanol tornou-se o centro de uma grave crise sanitária e de segurança pública. Esse composto, usado ilegalmente como substituto do etanol, o álcool etílico, tem causado sérios danos à saúde de quem consome essas bebidas adulteradas.

Apesar de ambos pertencerem à mesma classe de substâncias químicas, o metanol e o etanol apresentam efeitos drasticamente diferentes no organismo humano, sendo o metanol um grande risco de envenenamento e morte.

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Bebida alcoólica

O metanol (CH₃OH) é uma substância de cadeia mais simples que, ao ser metabolizada pelo corpo, se converte em ácido fórmico, altamente tóxico e corrosivo. Mesmo pequenas quantidades podem causar náuseas, tontura, convulsões, cegueira permanente e até levar à morte.

Já o etanol (C₂H₅OH), presente nas bebidas alcoólicas, é metabolizado de forma relativamente segura pelo corpo, sendo responsável apenas pelos sintomas de embriaguez e ressaca quando consumido em excesso.

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo divulgou nesta quarta-feira (01) um balanço com 25 casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado, dos quais sete foram confirmados. Além disso, um óbito já foi vinculado diretamente à ingestão da substância, enquanto outras quatro mortes estão sob investigação.

A principal razão para a adulteração das bebidas com metanol é o seu custo significativamente inferior ao do etanol, o que leva criminosos a utilizarem o álcool metílico como forma de aumentar os lucros de suas operações ilegais. Além das bebidas alcoólicas, o metanol também tem sido usado para adulterar combustíveis, como revelado pela operação “Carbono Oculto”, contra o PCC.

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