A organização StandWithUs Brasil publicou neste domingo (12) uma advertência ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em jornais de grande circulação, como Folha de S.Paulo , O Estado de S. Paulo e O Globo . A entidade, voltada à educação sobre Israel, criticou a ausência de ações do governo brasileiro em relação aos reféns e judeus brasileiros durante os dois anos de conflito entre Israel e o grupo Hamas.
No texto divulgado nos jornais, a StandWithUs Brasil afirma que Lula não recebeu sobreviventes do ataque do Hamas nem familiares das vítimas brasileiras. A entidade também apontou que o presidente não classificou o Hamas como organização terrorista e não manteve diálogo com a comunidade judaica. “É urgente demonstrar que a luta pela diversidade abrange judias e judeus brasileiros. Lula é presidente do Brasil, o que inclui 120 mil judeus no país”, diz o comunicado.
Em publicação nas redes sociais, a organização reforçou as críticas e afirmou que o presidente tem feito declarações consideradas problemáticas sobre os judeus brasileiros. A entidade destacou ainda que o aumento de episódios de antissemitismo no país não foi acompanhado, segundo ela, de ações efetivas do governo federal.
As críticas também vieram do Fórum das Famílias dos Sequestrados e Desaparecidos para o Brasil. Em entrevista à Gazeta do Povo, o representante do grupo, Rafael Azamor, disse que os esforços diplomáticos do governo foram “pouco percebidos”. Ele citou o caso de Michel Nisenbaum, brasileiro-israelense morto em 7 de outubro de 2023, após ser sequestrado por integrantes do Hamas.
Segundo Azamor, a família de Nisenbaum não recebeu acompanhamento ou contato oficial após o episódio. Além dele, outros três brasileiros, Bruna Valeanu, Ranani Glazer e Karla Stelzer, morreram no ataque ao festival Nova, também em 7 de outubro. O governo brasileiro chegou a divulgar nota de pesar e manifestar apoio à libertação dos reféns, mas familiares das vítimas afirmam não ter recebido retorno institucional.