A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouve, nesta quinta-feira (23), o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e a esposa dele, a empresária Thaisa Hoffmann Jonasson.

Virgílio Filho foi afastado do cargo em abril, por determinação da Justiça Federal, no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação que desvendou os desvios na previdência.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
CPMI da Câmara dos Deputados

Segundo as investigações, o ex-procurador-geral recebeu, por meio de empresas e de contas bancárias da esposa, R$ 11,9 milhões de empresas que possuíam relação com as associações investigadas por descontos irregulares em benefícios previdenciários.

Na CPMI, ele deverá falar das investigações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontam enriquecimento ilícito e incompatível com seus rendimentos como servidor público. Já sua esposa, Thaísa Hoffmann, deve ser questionada sobre transações financeiras relacionadas ao esquema.