Um recém-nascido, que não teve o nome divulgado, foi protagonista de um caso inusitado no último sábado (25), no Acre. O bebê, que havia sido declarado morto, despertou durante o próprio velório, surpreendendo familiares e autoridades de saúde.
De acordo com informações preliminares, a mãe da criança, natural de Pauini (AM), foi transferida para o Acre devido a complicações durante o parto. A transferência ocorreu porque o hospital do município amazonense não possuía estrutura adequada para o atendimento.
Ao chegar à maternidade acreana, a equipe médica constatou o óbito do bebê, que teria morrido em decorrência de hipóxia intrauterina, condição em que o feto deixa de receber oxigênio suficiente durante a gestação.
Após a suposta morte, o corpo foi entregue à família para a realização do velório. Cerca de 12 horas depois, o tio do recém-nascido percebeu que o bebê ainda apresentava pequenos movimentos. Ao pegá-lo no colo, o recém-nascido começou a chorar, revelando que estava vivo.
O bebê foi imediatamente levado a uma unidade de saúde, onde permanece internado em estado grave.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que todos os protocolos de reanimação foram seguidos pela equipe médica durante o parto e que o corpo foi entregue à família após a constatação da ausência de sinais vitais. O órgão afirmou ainda que uma investigação interna foi aberta para apurar o caso e garantir transparência no processo.
“Cerca de 12 horas depois, já fora da unidade, o bebê apresentou sinais vitais e foi imediatamente levado de volta à maternidade, onde permanece sob cuidados intensivos”, informou a nota, assinada pela diretora Simone Prado, que manifestou solidariedade à família e reafirmou o compromisso da instituição com a ética e a humanização no atendimento.
O Ministério Público do Acre (MPAC) também instaurou um procedimento para apurar eventuais responsabilidades. Segundo o órgão, familiares relataram que uma funerária particular chegou a retirar o corpo para o sepultamento, momento em que foi constatado que o bebê respirava e chorava.
O MPAC requisitou informações à Sesacre e à maternidade sobre o atendimento prestado, a equipe envolvida e os procedimentos adotados no caso.